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Filme mostra nascimento do Vale Punk, que movimenta cena underground da região

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Documentário. Filme documental conta com depoimentos de pessoas que fazem parte do movimento formado através do Vale Punk, que teve início como uma
Documentário. Filme documental conta com depoimentos de pessoas que fazem parte do movimento formado através do Vale Punk, que teve início como uma "zine virtual" em 2003, fomentando a cena cultural independente de São José dos Campos e região quando as r

O principal lema do punk sempre foi "faça você mesmo". Seja feio, seja sem experiência, seja desafinado, não tem importância: faça.

Fazer bandas com três acordes foi o que originou um dos maiores movimentos musicais e culturais do mundo. Apesar de alguns maldizeres, o punk não está morto -- e nunca vai morrer, se depender de seus simpatizantes.

Dario Barbosa não tocava nenhum instrumento e nem tinha como montar uma banda, apesar de sempre estar envolvido com a cena musical independente na região.

Em 2003, decidiu então criar um site, ainda nos primórdios da internet. O "Vale Punk" tornou-se o maior site cultural com entrevistas, matérias, resenhas de discos e tudo que envolvia o universo underground naquela época.

"Como eu não estava em nenhuma banda, mas tinha muitos amigos que estavam, resolvi criar um meio de comunicação para registrar o que estava acontecendo. Tínhamos muita vontade e fazíamos por amor", conta Barbosa.

E o que estava acontecendo era grande: nos anos 2000, bandas de punk e hardcore icônicas como Dead Fish e Garage Fuzz começavam a ganhar notoriedade.

"Acessar a internet era difícil, não tinha internet banda larga, tinha que se virar e fazer acontecer", explica.

Além de cobrir os shows que aconteciam, o Vale Punk, a partir de 2010, o site se tornou um coletivo e começou a produzir eventos.

Lançado neste ano, o coletivo lançou documentário que conta a trajetória de 16 anos. Dirigido por Jailson Ottoboni, o filme será exibido nesta terça-feira, dia 23, na Hocus Pocus, em São José, a partir das 20h.

O documentário conta com depoimentos de figuras importantes que ajudaram a movimentar a cena underground da região, como Toninho Ribeiro, dono da Hocus Pocus e membros de bandas.

LEGADO.

Utilizando espaços como a casa de shows Hocus Pocus, que havia sido aberta recentemente e a já fechada Velotrol, o Vale Punk abriu espaço para bandas da região mostrarem seu trabalho autoral.

Com a dificuldade de produzir no interior, o Vale Punk ajudou a formar público e a incentivar a criação de novas bandas na região, fora do eixo Rio - São Paulo.

"Nossa região é privilegiada. Aqui o público é forte, ama música. E nós temos uma parcela de culpa nisso", completa Barbosa.

Na época, o site do Vale Punk era uma verdadeira biblioteca musical para quem queria se debruçar no assunto. "Hoje, as pessoas tem muita preguiça de conhecer novas bandas, ainda mais as autorais aqui da região. Antigamente para conhecer era preciso comparecer aos shows, era mais trabalhoso", explica.

O Vale Punk continua na ativa, produzindo shows e eventos com bandas regionais e também de todo o Brasil, com artistas de todos os estilos..

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