Brasil

Em tom de agressividade, Bolsonaro ataca países durante discurso na ONU

Por Das agências@jornalovale |
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(Nova York - EUA, 24/09/2018) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Encontro com o Excelentíssimo Senhor António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas. .Foto: Alan Santos/PR
(Nova York - EUA, 24/09/2018) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Encontro com o Excelentíssimo Senhor António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas. .Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que a ONU (Organização das Nações Unidas) não pode aceitar a volta do colonialismo e defendeu a soberania brasileira na Amazônia. Durante discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, reafirmou o compromisso do país com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da região.

Em tom agressivo, atacou os governos de França, Venezuela e Cuba, o socialismo e o ambientalismo, com um discurso semelhante ao que permeou sua candidatura à Presidência, no ano passado.

O presidente começou falando sobre a reconstrução do país, que, para ele, "ressurge depois de estar à beira do socialismo". "Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições".

Ainda sobre socialismo, o presidente relacionou os governos cubano e venezuelano e disse que "a história nos mostra que, já nos anos 60, agentes cubanos foram enviados a diversos países para colaborar com a implementação de ditaduras".

De acordo com o presidente brasileiro, nas últimas décadas, um sistema ideológico "se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas" para "investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família". Mas, para Bolsonaro, as Nações Unidas podem "ajudar a derrotar o ambiente materialista e ideológico que compromete alguns princípios básicos da dignidade humana".

FALÁCIA.

O presidente defendeu uma política de tolerância zero com a criminalidade, incluindo os crimes ambientais, e ressaltou que os incêndios que vêm ocorrendo na Amazônia nos últimos meses são característicos desta época do ano, de seca e ventos. Bolsonaro criticou a mídia internacional pela repercussão negativa que as queimadas tiveram pelo mundo e a possibilidade de os países aplicarem sanções econômicas ao Brasil.

"É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado: a nossa soberania!"..

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