Pivô de uma das mais fortes e traumáticas crises vividas pelo governo federal durante o turbulento ano de 2019, quando apresentou um diagnóstico científico alarmante que o Palácio do Planalto fez questão de ignorar a respeito do avanço desenfreado do desmatamento na região amazônica, o Inpe entrou novamente na alça de mira de Jair Bolsonaro (PSL). Uma das mais respeitadas instituições científicas do Brasil, com respeito de toda comunidade global, tem sofrido intervenções drásticas de uma administração, ou desgoverno, que abomina inapelavelmente o conhecimento e a ciência, preferindo orbitar a ignorância paquidérmica daqueles que -- em 2019 -- acreditam em terraplanismo e outras alucinações.
Qual é a nova?
Depois de trocar a direção do Inpe, punindo Ricardo Galvão por fazer o seu trabalho, o ministério da Ciência e Tecnologia, sob o comando de Marcos Pontes, o astronauta que viu sua reputação junto à comunidade científica ir para o espaço sideral, ordenou à nova cúpula do Inpe que elabore uma proposta de reestruturação do instituto, que perderia organismos, autonomia e seria dividido em 'pequenos institutos'.
Traduzindo: a meta é tirar peso, diminuir a relevância do Inpe, um orgulho da RMVale e do Brasil.
Após ignorar os dados fornecidos pelo instituto, deixando as queimadas correrem soltas na Amazônia e queimando o Brasil internacionalmente, esse obscurantista governo Bolsonaro agora que ver o Inpe virar cinzas?.