Nossa Região

Cimi registra aumento de violência contra indígenas em 2019

Por http://www.ovale.com.br |
| Tempo de leitura: 1 min
Indígenas.
Indígenas.

O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) apontou um aumento nos casos de invasão em terras indígenas neste ano, em comparação ao ano passado. Segundo o Conselho, em nove meses foram registrados 160 casos de invasão em 153 terras indígenas. Já no ano passado, nos doze meses, foram 111 casos de invasão. O resultado foi apresentado durante apresentação do relatório "Violência contra povos indígenas no Brasil".

O órgão, vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), apontou no relatório que os povos indígenas no Brasil enfrentam um substancial aumento da grilagem, roubo de madeira, garimpo, invasões e até mesmo implantação de loteamentos em seus territórios tradicionais. Em 2018 foram registrados 135 casos de assassinato de indígenas, 25 a mais que os registrados em 2017.

O arcebispo de Porto Velho (RO), dom Roque Paloschi, presidente do Cimi, disse que a violência contra os povos indígenas se tornou uma chaga institucionalizada. Ele destacou que se trata de uma realidade nacional, registrada de norte a sul e de leste a oeste. “A agressividade de autoridades políticas serve de combustível para o aumento da violência contra os povos indígenas”, disse.

O cacique Suruí Pataxó, da Aldeia Barra Velha, em Porto Seguro (BA), participou do lançamento do relatório. Segundo ele, apesar do atual governo não ceder aos direitos dos povos indígenas, isto não é motivo para esmorecimento. Segundo ele, é a sabedoria dos “encantados”, seus antepassados, que vai ajudá-los a continuar na resistência e na luta por seus direitos.

CORTE.

O relatório ainda apontou uma redução orçamentária paras as políticas públicas federais. Em 2015, o relatório aponta que existiam 9 programas, com 29 ações com dotações orçamentárias destinadas explicitamente a povos indígenas. Em 2018, foram localizadas informações apenas de 2 programas com 10 ações relacionadas a estes mesmos povos.

O relatório completo pode ser conferido aqui.

Comentários

Comentários