FORMAÇÃO. Pela primeira vez, o ensino superior à distância (EaD) tem, proporcionalmente, mais cursos com nota máxima no CPC (Conceito Preliminar de Curso) do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) do que o ensino presencial.
Segundo a avaliação do Inep, 2,7% dos cursos da modalidade EaD receberam nota 5 contra 1,6% da presencial. Em 2017, a proporção era de 0,4% e 2,4%, respectivamente.
A melhora no conceito ocorre ao mesmo tempo em que cresce o ingresso de alunos entre 17 e 24 anos no EaD, no Vale.
Segundo análise feita pela equipe de Inteligência Educacional do Quero Bolsa, plataforma de vagas e bolsas de estudo no ensino superior, o movimento registrado pelo Censo da Educação Superior, em 2018, foi provocado pela perda de renda dos alunos, que passaram a ingressar em cursos a distância, por causa das mensalidades menores.
Entre os ingressantes dessa faixa etária em 2010 na região (9,2 mil), 8,4% optaram pela modalidade à distância (778). Em 2018, a proporção aumentou para 24,3% --com 18 mil ingressantes e 4,4 mil no EaD.
"A modalidade EaD atraia um perfil de aluno mais velho e que via uma utilidade prática para o diploma, por exemplo, ter uma promoção em seu trabalho", disse Pedro Ballerine, diretor de inteligência educacional do Quero Bolsa..