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Multipropriedades: apenas um imóvel, vários donos

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Tendência no mercado imobiliário
Tendência no mercado imobiliário

Você já imaginou compartilhar a posse de um imóvel com outras pessoas? Comum em outros países, essa é uma prática que tem ganhado destaque no Brasil. O modelo de negócio é simples: a propriedade é dividida em cotas, que são vendidas para diferentes pessoas. De acordo com a quantidade de compradores, cada dono tem direito a um determinado número de semanas para o uso do local. Cada vez mais pessoas têm

aderido a esse tipo de negócio. É o que apontou o estudo “Cenário do desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil - 2019”. O mercado da posse compartilhada - ou multipropriedade - alcançou a marca de 92 empreendimentos em junho, crescendo 15% em relação ao ano passado. Em 2018, o índice apontou um montante de R$ 16,3 bilhões em imóveis fracionados em lançamento, construção e operação.

A expectativa é que o setor feche 2019 com um VGV (Valor Global de Vendas) de R$ 22,3 bilhões. Atualmente, este sistema de compra de imóveis está presente em 45 cidades no país e em 16 estados. E a oferta continua em expansão, sendo o Nordeste a região líder, passando de 17 empreendimentos no ano passado para 25 este ano, seguido pelo Centro Oeste com 23, Sudeste com 21 e Sul com 18.

Para o presidente da Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil) e vice-presidente de Assuntos Turísticos Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Caio Calfat, atingir 92 empreendimentos seis anos depois dos primeiros lançamentos no Brasil é um feito considerável para qualquer modelo de negócio.

“Ainda mais sendo um produto de segunda moradia, inédito em termos de conceito, e num período de profunda recessão econômica em que vivemos a maior crise da história do setor imobiliário”, lembrou em nota. Ainda de acordo com Calfat, a regulamentação da Lei n. 13.777/18 no ano passado, foi um dos grandes desafios do setor e também um fator determinante para o aumento da confiança para desenvolvedores e compradores. “Esse foi um resultado de ações de entidades que anseiam por melhores condições para o negócio crescer”, informou.

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