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Captação líquida da poupança caiu 65,2% durante ano passado

Por Wellton MáximoAgência Brasil |
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Poupança
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Com os rendimentos comprometidos por causa da queda dos juros, o interesse na caderneta de poupança diminuiu em 2019. No ano passado, os investidores depositaram R$ 13,23 bilhões a mais do que sacaram na aplicação, informou nesta terça-feira o Banco Central. Isso representa queda de 65,2% em relação à captação líquida (depósitos menos retiradas) de R$ 38,26 bilhões registrada em 2018.

A maior parte da captação líquida ocorreu em dezembro. No mês passado, os investidores depositaram na caderneta R$ 17,21 bilhões a mais do que retiraram, compensando a retirada líquida em outros meses. Esse foi o melhor resultado para meses de dezembro desde 2017.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 - captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu recursos em dezembro apesar de se tornar menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história. Com a Selic em 4,5% ao ano, o investimento está cada vez rendendo menos..

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