A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) estuda a viabilidade do projeto para o transporte de passageiros entre Caraguatatuba e Ilhabela. Testes operacionais com um catamarã ligando ambas cidades devem ser realizados ainda neste ano. A ação faz parte do Novo Programa de Reformas e Manutenções, implantado pela Secretaria de Logística e Transportes no início de 2019, e que promoveu a renovação da frota de balsas e lanchas da Dersa.
O resultado: embarcações mais novas e a promessa de menos problemas técnicos e mais tempo de operação. Para isso, foram investidos mais de R$ 10 milhões na aquisição de 30 novos motores que substituíram equipamentos antigos. Ao todo foram entregues oito embarcações totalmente reformadas e modernizadas para as Travessias Litorâneas do Estado.
Outras quatro ainda serão entregues neste início de 2020. Entre as embarcações, estão os dois catamarãs que agora fazem parte da travessia São Sebastião/Ilhabela: o LS-02, entregue em janeiro de 2019, e o LS-05, entregue no último mês de dezembro.
MUDANÇAS.
O principal ganho das novas lanchas está na segurança por elas proporcionadas. Antes, pedestres e ciclistas tinham de usar as balsas para a travessia junto dos veículos. Outra mudança importante ocorreu nas manutenções, que antes eram executadas em horário comercial e somente durante a semana.
Agora, as equipes mecânicas estão de prontidão todos os dias, inclusive de madrugada, para que os trabalhos de manutenção possam ocorrer sem prejudicar a operação das embarcações durante o dia, garantindo menos problemas técnicos e mais agilidade nas travessias. Nas semanas de Natal e Ano Novo 2019, o resultado da ação já pôde ser sentido.
Foi o melhor desempenho da travessia São Sebastião/Ilhabela desde 2011. Mesmo com a alta demanda recebida pelo sistema (147.537 usuários, sendo 57.156 veículos, 6.461 motos, 9.354 bicicletas e 74.566 pedestres), segundo a secretaria, a maior dos últimos nove anos, o tempo para embarque se manteve mínimo em praticamente todo o período.
Apenas nos dias 23 e 26 de dezembro foram registrados dois curtos picos de 45 minutos em razão do excesso de veículos. Nos demais dias, o tempo não passou de 30 minutos. Vale lembrar que, em 2018, por exemplo, o tempo de espera na fila chegou a 210 minutos (mais de 3h) nesta mesma época, ou seja, o tempo máximo para embarque melhorou 78,5%. Em tempo, o serviço continua sendo gratuito e no ano passado transportou cerca de 460 mil pedestres e mais de 87 mil ciclistas.
Linha do tempo