Política

Felicio defende projeto de Reforma da Previdência de São José

Por Julio Codazzi e Thaís Leite@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Reforma. Felicio Ramuth (PSDB), prefeito de São José dos Campos, enviou projeto à Câmara em dezembro
Reforma. Felicio Ramuth (PSDB), prefeito de São José dos Campos, enviou projeto à Câmara em dezembro

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), saiu em defesa do projeto de Reforma da Previdência do município, enviado por ele à Câmara no fim do ano passado. "Eu não acredito que o servidor daqui tenha que ter qualquer tipo de privilégio sobre o servidor federal ou do Estado de São Paulo, que também já aprovou a nova Previdência", disse o tucano, em entrevista concedida na semana passada a OVALE e SPRio .

Felicio também justificou o envio do projeto em rito urgente - algo que foi criticado até por vereadores da base aliada, já que o prazo para adequação à legislação federal termina apenas em julho desse ano. "A gente quer fazer tudo antecipadamente", disse o tucano. "O rito de urgência foi pedido para ser retirado, e foi retirado. Não temos problema com discussão, mas não tem muito o que discutir", completou.

O prefeito afirmou que todas as mudanças propostas são exigências da Reforma da Previdência aprovada pelo governo Jair Bolsonaro. "É uma discussão que não tem o que discutir. Já existe aquilo que foi exigido, que é a adequação à lei federal. A lei federal exige que seja feita alteração nesse, nesse e naquele ponto. E o que nós apresentamos foram essas alterações. Consequentemente, se isso não for aprovado, aí sim os aposentados vão correr o risco de não receber. O Instituto [de Previdência do Servidor Municipal] nem certidão vai ter mais", disse.

MUDANÇAS.

O principal ponto da proposta é o aumento da alíquota de contribuição dos servidores de 13% para 14%.

Outra mudança proposta atinge os aposentados. Hoje eles contribuem apenas sobre o vencimento que exceder o teto do RGPS (Regime Geral da Previdência Social), que esse ano deve ser de R$ 6.101,05. Com a mudança, a alíquota passará a incidir sobre o valor que exceder o salário mínimo (R$ 1.163,55).

O projeto também reduz a pensão que é paga em caso de morte do servidor. Pela lei atual, a pensão tem o valor integral dos proventos do funcionário. Pela proposta, seria paga uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida, acrescida de 10% a cada dependente, desde que não seja inferior ao salário mínimo vigente..

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