CIÊNCIAS. Estudo feito por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá, em projeto apoiado pela Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo), abriu nova fronteira para a pesquisa com asteroides.
Ao colidirem, há bilhões de anos, alguns asteroides formaram famílias de fragmentos com até centenas de quilômetros, que compartilham órbitas semelhantes.
Outros asteroides, ao entrarem em um estado de rotação muito rápida (rotação crítica), desprenderam fragmentos de rocha pouco massivos, com até alguns quilômetros de diâmetro, dando origem aos chamados grupos de fissão rotacional.
Até então, os grupos de fissão conhecidos não estavam relacionados com as famílias de colisão. Porém, como indicou o estudo feito em Guará, alguns deles podem ter sido originados justamente de famílias de asteroides colisionais.
O estudo teve participação de pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da Université de la Côte d'Azur, da França. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy..