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Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Por Redação |
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O presidente da Bolívia, Evo Morales
O presidente da Bolívia, Evo Morales

Em meio a uma onda de protestos e depois dos militares pedirem sua saída, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou sua renúncia ao cargo.

Em pronunciamento pela televisão, Morales, que estava há 13 anos no poder, afirmou que enviou sua renúncia para a Assembleia Legislativa e disse que foi vítima de um "golpe cívico, político e policial."

"Quero pedir desculpas por ter sido exigente durante o trabalho. Não foi para Evo, foi para o povo boliviano", disse. Seu vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou sua renúncia. Antes, o chefe do Exército bolivariano afirmou que o presidente deveria deixar o cargo, graças a situação de conflito interno no país.

Mais cedo, Morales já havia convocado novas eleições para tentar reduzir tensão no país. Os protestos por toda a Bolívia já deixaram mais de 300 feridos, além de três mortes, e pediram anulação das eleições recentes, de 20 de outubro.

Isso aconteceu após a secretaria-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) apontar problemas, como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

Em sua conta no Twitter, o candidato derrotado, que também é ex-presidente, comemorou a notícia. "À Bolívia, aos jovens, às mulheres, ao heroísmo da resistência pacífica. Nunca esquecerei desse dia único, o fim da tirania", disse.

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