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Pazuello deve dar explicações ao Exército após ato com Bolsonaro; Alto Comando quer 'punição exemplar'

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Ex-ministro participou de ato político com presidente no RJ
Ex-ministro participou de ato político com presidente no RJ

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, deve dar explicações ao Exército Brasileiro após ter participado, neste domingo (23), de uma manifestação política ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Rio de Janeiro.

Segundo fontes ouvidas pelo UOL, ele já teria admitido informalmente ao comandante do Exército, general Paulo Sérgio, que errou ao participar do ato com o presidente. Apesar disso, deve formalizar suas explicações ao comando que, depois disso, deve decidir sobre o futuro de Pazuello na Força.

"Só haverá uma decisão depois de ouvir o Pazuello. É o rito das questões disciplinares, não se pune sem oferecer o direito de defesa", afimou ao UOL um general quatro estrelas.

Em um grupo de mensagens com generais, muitos integrantes do Alto Comando, houve uma força reação de 'indignação' pela atitude do ex-ministro. Segundo o artigo 45 do Estatuto Militar, oficiais da ativa não podem participar de atos políticos.

A cobrança agora é para que o comandante 'cumpra o seu dever' diante da gravidade da situação, que teria ultrapassado os limites. Além da passagem para a reserva, há ainda o desejo de que o ex-ministro receba algum tipo de advertência. A decisão deve ser tomada entre terça e quarta-feira.

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