A professora acusada de esfregar uma prova no rosto de um aluno de oito anos foi demitida e não faz mais parte do quadro de servidores da rede estadual de ensino. A decisão ocorreu após a denúncia feita pela família do estudante.
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Em Belo Horizonte, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que a professora trabalhava sob regime de contrato e foi dispensada após a abertura de um Processo Administrativo Simplificado para apurar o episódio.
Segundo a pasta, a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C, responsável pela escola, adotou as providências cabíveis assim que recebeu a denúncia. O procedimento administrativo deverá analisar as circunstâncias do caso e eventual responsabilização da profissional.
A Secretaria afirmou ainda que não compactua com eventuais desvios de conduta e que professores e escolas recebem orientações sobre postura adequada no ambiente escolar e nas relações entre educadores e estudantes.
O Núcleo de Atendimento Educacional também acompanha o aluno envolvido no episódio.
Câmera registrou momento em sala de aula
Imagens de uma câmera de segurança da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte mostram a professora manuseando uma prova e encostando o documento no rosto do estudante, que cursa o 3º ano do ensino fundamental.
A mãe do menino registrou um boletim de ocorrência depois de tomar conhecimento do episódio. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.
De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado após a denúncia registrada em 16 de setembro. A investigação está em andamento para esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar eventual responsabilidade criminal.
Secretaria também abriu apuração
Além do inquérito policial, a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C iniciou uma apuração preliminar sobre o caso.
O serviço de inspeção da Secretaria de Educação esteve na escola em 18 de setembro para realizar procedimentos de apuração. A direção também recebeu os responsáveis pelo estudante e registrou a ocorrência em ata escolar.
A Secretaria informou que o procedimento administrativo assegura à professora o direito ao contraditório e à ampla defesa.
As investigações da Polícia Civil e da Secretaria de Educação são independentes. A apuração deverá indicar as medidas cabíveis conforme os fatos forem esclarecidos.