Em mais um desdobramento do caso Master, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, estipulou o prazo de 24 horas para que a Polícia Federal preste esclarecimentos oficiais sobre a localização exata, a custódia e as condições do acervo extraído do celular do empresário Daniel Vorcaro.
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A intervenção da presidência do STF ocorre em resposta a pedidos formais apresentados pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. O trio de magistrados cobra acesso à íntegra do material obtido no dispositivo de Vorcaro, alegando a necessidade de ampla análise dos elementos probatórios que constam na investigação.
O pedido dos ministros gerou um impasse com o relator do processo, ministro André Mendonça. Questionado sobre a disponibilização dos dados, Mendonça afirmou que não mantém a posse do aparelho físico nem do acervo original.
Segundo o relator, o seu gabinete recebeu unicamente uma cópia de segurança enviada pela Polícia Federal, que permanece mantida em um HD criptografado dentro de um envelope lacrado. Ele ressaltou que esse material é mantido "intocado" apenas para eventual necessidade de contraprova caso os dados originais sejam perdidos ou extraviados.
A justificativa não encerrou a controvérsia. O ministro Cristiano Zanin rebateu a postura do relator, argumentando que as mídias presentes no gabinete de Mendonça deveriam ser imediatamente compartilhadas com os demais integrantes do tribunal, garantindo igualdade de condições no exame das provas.
Por sua vez, Mendonça voltou a garantir que todos os ministros do STF já possuem acesso exatamente ao mesmo conjunto de informações de que ele dispõe. A disputa por transparência na distribuição do material antecede a sessão do Plenário marcada para a próxima terça-feira, ocasião em que os ministros devem julgar o relatório que detalha as conexões reveladas no caso Vorcaro.