Duas jovens de 19 anos denunciaram à Polícia Militar que foram impedidas de deixar uma boate na noite de quinta-feira (10). Segundo as vítimas, elas perderam o ônibus que haviam comprado para retornar a Manaus após serem impedidas de sair do estabelecimento.
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O caso ocorreu em Cuiabá (MT). As duas jovens trabalhavam como garotas de programa na boate e, conforme o boletim de ocorrência, haviam sido contratadas pela proprietária do estabelecimento, de 31 anos, que teria custeado as despesas da viagem delas até a capital mato-grossense.
Na noite da ocorrência, as jovens solicitaram um carro por aplicativo para seguir até a rodoviária. Quando tentaram deixar a boate, porém, teriam sido impedidas pelo gerente.
Jovens relatam cobrança de multas
Segundo o relato feito aos policiais, o gerente teria utilizado força física para impedir a saída das jovens, além de retirar as malas delas. Ainda conforme as vítimas, ele afirmou que cada uma deveria pagar uma multa de R$ 500 caso deixasse o estabelecimento.
As jovens também relataram que outra cobrança de R$ 500 seria aplicada caso ultrapassassem determinado horário.
Uma das vítimas acionou o telefone 190. Segundo o boletim de ocorrência, ao perceber que a Polícia Militar havia sido chamada, o gerente teria ficado mais exaltado e arrancado a mala da mão dela de forma brusca. A jovem sofreu uma lesão na mão esquerda.
As duas afirmaram ainda que não tinham dívidas pendentes com a proprietária da boate. Elas relataram, entretanto, que a dona do estabelecimento aplicaria multas por diferentes motivos, o que, segundo as vítimas, fazia com que permanecessem constantemente endividadas.
Gerente diz que agiu por ordem da proprietária
O gerente confirmou aos policiais que trabalhava na boate e declarou que teria agido por determinação da proprietária.
Os dois foram presos pela Polícia Militar e encaminhados para as providências cabíveis. O gerente precisou ser algemado, segundo o registro policial, porque estava exaltado e havia preocupação de que ele fugisse.
A ocorrência foi registrada inicialmente com enquadramentos relacionados a sequestro e cárcere privado, rufianismo e injúria real. A investigação deverá apurar as circunstâncias dos fatos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.