FEMINICÍDIO

Fisiculturista vai a júri por espancar namorada

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Fisiculturista vai a júri por espancar namorada
Fisiculturista vai a júri por espancar namorada

A Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular o fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, acusado de tentativa de feminicídio contra a então namorada, a médica Samira Khouri. Ele está preso desde julho de 2025, quando foi detido após a agressão.

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Em São Paulo, a decisão foi publicada na terça-feira (8) pela juíza Luiza Torggler Silva. Segundo o despacho, há elementos que indicam que Pedro agiu com intenção de matar. A magistrada também apontou qualificadoras como motivo fútil, meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O crime aconteceu em 14 de julho de 2025, quando Samira completou 27 anos. Ela e Pedro estavam em um apartamento alugado na capital desde o dia 12 para comemorar o aniversário da médica.

Segundo as informações do processo, o fisiculturista agrediu a namorada após uma discussão motivada por ciúmes de um amigo dela. A médica foi encontrada inconsciente no imóvel, com ferimentos graves, após vizinhos ouvirem os gritos e acionarem a polícia.

Samira sofreu múltiplas fraturas no rosto e permaneceu por 12 dias em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na Baixada Santista.

A decisão judicial destaca que as agressões continuaram mesmo depois de a vítima perder a consciência. Os golpes, segundo o documento, atingiram principalmente regiões consideradas vitais, como cabeça e pescoço. Após o episódio, Pedro deixou o local sem prestar socorro.

Ainda conforme a investigação, a violência provocou uma fratura na mão do fisiculturista. Ele teria fugido para Santos usando o carro da vítima e acabou preso em flagrante.

Além de determinar que Pedro seja julgado pelo Tribunal do Júri, a magistrada manteve a prisão preventiva do acusado. A decisão cita a gravidade do caso e considera insuficientes outras medidas cautelares para garantir a segurança e o andamento do processo.

A Justiça também rejeitou novamente o pedido da defesa para realização de exame de insanidade mental. Em maio deste ano, a tese já havia sido afastada. Na ocasião, a Justiça entendeu que o uso de anabolizantes, medicamentos controlados e um quadro de bulimia não eram suficientes, naquele momento, para comprovar comprometimento da capacidade psíquica do acusado.

Câmeras registraram movimentação

Imagens de câmeras de segurança também fazem parte das provas reunidas no caso. Os registros mostram Pedro entrando e saindo do apartamento alugado por temporada na Avenida Pavão, em Moema, na zona sul da capital.

Na decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso classificou a violência registrada no caso como intensa e apontou elementos que, segundo ele, indicariam risco concreto representado pelo acusado.

A defesa de Samira afirmou que a decisão representa um avanço para a vítima e pode reforçar a importância da denúncia de casos de violência contra a mulher.

Já a defesa de Pedro Camilo, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, informou que avalia recorrer da decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri.

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