O ex-ministro Fernando Haddad afirmou nesta sexta-feira (11) que o campo progressista não pode aceitar o que chamou de “tempo perdido” pelo Brasil em áreas como saúde, educação e segurança, em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A declaração foi feita durante ato político em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, onde Haddad se reuniu com militantes na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.
Ao discursar, Haddad afirmou que a mobilização eleitoral já começou e citou sua própria trajetória política para defender que uma campanha pode mudar de rumo nos últimos dias.
Ele lembrou a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012, quando, segundo ele, aparecia em terceiro lugar a poucos dias da votação e acabou chegando ao segundo turno e sendo eleito.
O petista também destacou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu empenho da militância para a eleição.
“Não podemos aceitar o tempo que nós perdemos, na saúde, na educação, na segurança. Nós não podemos aceitar. Nós temos que continuar indo para a frente”, afirmou.
Combate ao crime organizado
A segurança pública foi um dos principais pontos do discurso de Haddad em Pindamonhangaba. O ex-ministro defendeu uma atuação conjunta entre os governos federal e estadual e criticou a possibilidade de órgãos de segurança trabalharem de forma isolada.
Segundo Haddad, o combate ao crime organizado exige cooperação entre as diferentes forças policiais. Ele citou a Polícia Federal e defendeu que o superintendente do órgão em São Paulo participe das discussões com o governo estadual.
“Nós não vamos resolver o problema de segurança virando as costas um para o outro, um poder virado para o outro”, disse.
Haddad também mencionou os índices de homicídios e feminicídios e afirmou que o enfrentamento da violência deve ser tratado como uma política de Estado.
“Vamos trazer o superintendente para a mesa do governador para combater o crime organizado”, afirmou.
Disputa eleitoral no Vale
A passagem de Haddad pelo Vale do Paraíba começou em Aparecida, onde tinha encontro previsto com o arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, além de uma entrevista em uma rádio local.
À tarde, o ex-ministro seguiu para Pindamonhangaba, onde participou do ato político com militantes. Haddad estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ex-ministra Marina Silva.
Durante o discurso, Haddad também convocou a militância para intensificar a campanha nas próximas semanas. Ele mencionou a necessidade de colocar o “bloco na rua” e afirmou que o objetivo é chegar ao segundo turno e garantir a continuidade do projeto político liderado por Lula.
A movimentação ocorre em um momento de aumento da disputa eleitoral em São Paulo. Nesta sexta-feira, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cumpriu agenda política em São José dos Campos, colocando o Vale do Paraíba no centro das articulações eleitorais no Estado.
Para Haddad, a mobilização da militância será decisiva na reta final da campanha. “Nós temos três semanas para fazer bonito no dia 4, ir para o segundo turno e garantir o tetra para o nosso presidente”, declarou.