O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (11), em São José dos Campos, a retirada de sigilos e a divulgação de informações relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master e as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
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Durante agenda política na cidade, Tarcísio afirmou que o Brasil vive uma “exaustão ética” e que a população está cansada da falta de transparência e descrente das instituições.
“O Master é um grande escândalo nacional, um grande problema. As pessoas estão exaustas. Existe no Brasil uma situação de exaustão ética”, afirmou.
Segundo o governador, todas as informações que fazem parte dos inquéritos e das investigações policiais devem ser tornadas públicas, respeitando os limites legais. Para ele, a transparência é necessária para recuperar a confiança da população nas instituições.
“Eu quero que tudo venha à tona, que tudo fique às claras. Esse é o nosso desejo”, disse.
Questionado por OVALE se defende a retirada dos sigilos dos casos, Tarcísio respondeu que a medida deve alcançar todas as informações que possam ser divulgadas. “Tudo. Tudo. O pessoal tem que saber tudo o que está acontecendo”, afirmou.
‘Ninguém está acima da lei’
Tarcísio também disse que o princípio de que ninguém está acima da lei deve valer para políticos, autoridades e instituições.
“Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei. Ninguém está acima da Constituição”, declarou.
Ao comentar a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal), o governador afirmou que os ministros não devem agir de forma corporativa diante de eventuais investigações envolvendo integrantes da própria Corte.
“O Supremo não pode se unir para se defender. O Supremo tem que se unir para investigar”, afirmou.
Para Tarcísio, a credibilidade das instituições não será recuperada por meio do silêncio.
“A gente não vai recuperar credibilidade das instituições no silêncio do corporativismo. A gente vai recuperar a credibilidade na transparência, na investigação e na responsabilização”, disse.
Master, INSS, Lula e Flávio Bolsonaro
Ao defender que as investigações sejam conduzidas sem distinção política, Tarcísio citou diferentes nomes e casos que estão no centro do debate nacional.
“Isso vale para todo mundo. Isso vale para o Flávio, isso vale para o Lula, isso vale para o Careca do INSS, isso vale para o Master”, afirmou.
O governador disse ainda que pessoas eventualmente citadas nas investigações devem ter espaço para apresentar esclarecimentos e que é preciso aguardar a apuração dos fatos antes de tirar conclusões.
“Tem muita coisa que precisa ser passada a limpo aí”, afirmou.
Tarcísio cumpre agenda em São José
Tarcísio iniciou a agenda em São José dos Campos por volta das 11h, com uma visita à Escola Estadual Roberto Burle Marx, na Vila Adriana.
Depois, participou de uma caminhada com apoiadores na Praça João Mendes, conhecida como Praça do Sapo, na região central da cidade.
O último compromisso foi um almoço com prefeitos e candidatos no Bar do Coronel, tradicional estabelecimento da região central de São José dos Campos.
Durante a agenda, o governador também foi questionado sobre o cenário político nacional e as investigações que envolvem aliados e integrantes do campo político ao qual está ligado.
Apoio a Bolsonaro
Questionado se estaria disposto a apoiar outro candidato caso as investigações apontassem envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro em algum esquema, Tarcísio afirmou que é preciso aguardar o andamento das apurações.
“Vamos esperar as investigações. Ele tem dado esclarecimentos dele. Tem muita coisa que precisa ser passada a limpo aí”, afirmou.
Tarcísio encerrou a resposta reforçando a defesa de investigações e transparência. Para o governador, o momento exige que as instituições esclareçam os fatos e que a população tenha acesso às informações que possam ser divulgadas.
“Existe uma crise ética muito forte, sem precedente, eu diria, e as pessoas estão cansadas. O Brasil tem direito de saber o que está acontecendo e a gente precisa investigar à exaustão.”