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Veja como 'Zap do Crime' monitorava policiais nas ruas de SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

A Polícia Civil descobriu como criminosos de São José dos Campos utilizavam um aplicativo de mensagens para monitorar a movimentação das forças de segurança na cidade.

Segundo a investigação, um grupo no WhatsApp era usado para compartilhar, em tempo real, a localização de viaturas, fotografias de equipes e informações sobre operações policiais.

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A estrutura foi identificada durante a Operação Nexus, deflagrada nesta quinta-feira (3) pela 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). A ação terminou com dois suspeitos presos e apreensão de drogas, celulares e outros materiais.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços de São José. A operação mobilizou 60 policiais e 18 viaturas.

Como funcionava o monitoramento

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos mantinham um canal no WhatsApp chamado “Trânsito SJC”. A princípio, o espaço aparentava ser destinado ao compartilhamento de informações sobre as condições do trânsito na cidade.

Durante a investigação, porém, os policiais identificaram outra finalidade para o grupo: avisar integrantes sobre a presença e o deslocamento das forças de segurança.

Segundo os investigadores, eram compartilhadas informações sobre rotas percorridas pelas equipes, fotografias de viaturas e alertas relacionados a operações policiais em andamento ou que ainda seriam realizadas.

Entre as unidades monitoradas estavam equipes da própria Dise e da Deic, além do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e da Romu (Ronda Ostensiva Municipal).

A Polícia Civil classificou a estrutura como uma espécie de contrainteligência criminosa, criada para acompanhar antecipadamente a atuação das forças de segurança.

Criminosos poderiam antecipar chegada da polícia

Na avaliação dos investigadores, o compartilhamento das informações poderia dar aos suspeitos uma vantagem para escapar de abordagens e operações.

Com acesso antecipado à localização e ao deslocamento das equipes, criminosos poderiam, segundo a polícia, antecipar fugas, esconder ou destruir provas e dificultar o cumprimento de diligências.

A estrutura também era considerada um risco para os próprios agentes de segurança, já que os integrantes do grupo poderiam saber previamente onde estavam e para onde se deslocavam as equipes policiais.

O que foi apreendido na Operação Nexus

Durante o cumprimento dos 18 mandados, os policiais apreenderam 14 porções de maconha, totalizando 92,4 gramas. Também foram recolhidos: 13 celulares; 27 ampolas de tirzepatida (Mounjaro); 11 cigarros eletrônicos. Segundo a Polícia Civil, não foram encontradas armas ou munições e nenhum veículo foi apreendido.

A ação contou com o apoio da Delegacia Seccional de Polícia de São José dos Campos e de outras unidades policiais da região.

Segundo o delegado Marcelo Augusto Boccardo Paes, da 2ª Dise, o objetivo da operação foi identificar e interromper a estrutura utilizada para acompanhar a movimentação das forças de segurança na cidade.

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