A manhã deste domingo (30) foi de susto e apreensão para quem vive na região leste de São José dos Campos. Um balão de grandes proporções sobrevoou vários bairros até cair nas águas de um lago no bairro Chácaras Pousada do Vale.
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Antes de ir parar na água, o objeto passou muito perto de telhados, fios da rede elétrica e chegou a ficar preso temporariamente em estruturas próximas a casas e a um parquinho infantil.
Moradores registraram a cena em vídeos enviados a OVALE. Em um dos relatos, uma moradora não escondeu a preocupação ao ver o tamanho da estrutura balançando a pouquíssimos metros das residências: "Olha isso, o tamanho disso aqui. [...] Enroscou aqui na rua de baixo", desabafou.
Após o momento de tensão na fiação, o balão se soltou, voltou a subir por alguns instantes e seguiu sem controle até a queda final no lago. Testemunhas relataram ainda ter avistado outros objetos semelhantes no céu da cidade ao longo da manhã, incluindo registros no bairro Jardim Cruzeiro do Sul, na região sul.
Também foram avistados seis balões em Cachoeira Paulista e um em Ubatuba, que caiu em uma área de mata, segundo a Defesa Civil Estadual.
Perigo real e crime ambiental
O episódio reacende o alerta para o perigo constante da prática. Por não possuírem nenhum tipo de guia ou controle de rota após o lançamento, esses objetos são levados pelo vento e viram verdadeiras "bombas-relógio" no ar, com potencial para atingir redes de alta tensão, provocar incêndios florestais, destruir casas ou interromper o tráfego aéreo.
Vale lembrar que soltar balão é crime ambiental no Brasil, previsto no artigo 42 da Lei nº 9.605/1998. A legislação pune severamente quem fabrica, vende, transporta ou solta esses materiais: detenção de 1 a 3 anos e aplicação de multa pesada (que pode ser acumulada com a pena de prisão).
A Polícia Ambiental reforça o pedido para que a população denuncie a fabricação e a soltura de balões pela central 190 ou pelos canais de atendimento ao cidadão.