O assassinato de Adriana, conhecida pelos moradores como “Tia Dri”, causou comoção no bairro Araretama, em Pindamonhangaba. A mulher, que trabalhava como costureira e morava próximo ao local do crime, foi morta com um tiro na cabeça na noite de sábado (29), na região da avenida Nicanor Ramos Nogueira.
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O filho dela também foi baleado ao tentar confrontar o homem apontado pela polícia como autor do disparo. Uma segunda mulher ficou ferida no pé durante o confronto entre o suspeito e policiais militares. O homem acabou atingido na perna e foi preso em flagrante.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 21h. Adriana e o suspeito estavam em um bar quando, por motivo ainda não esclarecido, o homem sacou um revólver e atirou contra ela. O disparo atingiu a cabeça da vítima.
Uma equipe do Samu foi acionada, mas o médico constatou a morte de Adriana ainda no local.
Filho também foi baleado
Após saber que a mãe havia sido baleada, o filho dela foi até a região do crime, próxima à residência da família. Segundo o boletim, pessoas que estavam no local apontaram o suspeito.
O filho se aproximou do veículo onde o homem estava e tentou confrontá-lo. Nesse momento, o suspeito teria efetuado outro disparo, que atingiu de forma superficial a região do abdome do rapaz.
O jovem conseguiu se proteger atrás de um carrinho de lanches e recebeu ajuda de pessoas que acompanhavam a ocorrência. Ele foi levado para atendimento médico. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dele.
Suspeito atira contra policiais
Enquanto atendiam a ocorrência de homicídio, policiais militares foram informados por testemunhas sobre a localização do suspeito.
Ainda conforme o registro policial, os agentes deram ordem para que ele parasse e levantasse as mãos. O homem, porém, teria sacado um revólver calibre 32 e efetuado disparos contra a equipe.
Um dos policiais reagiu e atingiu o suspeito na perna. Após o confronto, ele foi levado ao Pronto-Socorro de Pindamonhangaba, onde recebeu atendimento médico e acabou liberado. Na sequência, a prisão em flagrante foi mantida.
Mulher fica ferida
Uma terceira vítima também foi atingida durante a ocorrência. Uma mulher que estava próxima ao ponto do confronto levou um tiro no pé e precisou ser encaminhada ao Pronto-Socorro de Pindamonhangaba. Ela passou por procedimento cirúrgico.
Segundo o boletim, não foi possível determinar inicialmente se o disparo que atingiu a mulher partiu da arma do suspeito ou de um dos policiais. A perícia e a análise balística devem ajudar a esclarecer a origem do projétil.
Moradores lamentam morte de 'Tia Dri'
A morte de Adriana repercutiu entre os moradores do Araretama. Conhecida pelo apelido carinhoso de “Tia Dri”, ela era descrita por pessoas da comunidade como alguém próxima dos vizinhos.
Alguns moradores disseram que costumavam chamá-la de “mãe” e “mãezona”, em referência ao vínculo que ela mantinha com pessoas do bairro.
A vítima, segundo relatos, tinha cerca de 45 anos e trabalhava como costureira. A proximidade de sua casa com o local onde ocorreu o crime aumentou a repercussão entre os moradores.
Polícia investiga motivação
A motivação para o assassinato ainda não foi esclarecida. O boletim de ocorrência não aponta, até o momento, uma discussão anterior, ameaça ou outro episódio que explique o motivo pelo qual o suspeito teria atirado contra Adriana.
A relação entre a vítima e o homem preso também não está esclarecida no registro policial.
A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local para os trabalhos de investigação. Os vestígios recolhidos deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação das armas utilizadas nos disparos.
O homem foi preso em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio. A prisão está relacionada à morte de Adriana e ao disparo que atingiu o filho dela.
A ocorrência inicialmente chegou a ser tratada como um possível duplo homicídio, enquanto ainda estava em atendimento. O boletim registrado posteriormente esclareceu que houve uma vítima fatal e dois civis feridos, além do suspeito baleado durante o confronto com a Polícia Militar.
A prisão em flagrante ainda será analisada pela Justiça e não representa condenação definitiva.