Mãe de dois filhos, trabalhadora e descrita por amigos como uma mulher alegre, forte e generosa, Priscila Alvares Pereira dos Santos morreu após tentar salvar uma menina de 9 anos que se afogava. A brasileira entrou no rio para ajudar a criança, conseguiu levá-la em direção à margem, mas acabou desaparecendo na água.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Priscila era mineira e vivia em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com o marido, Alex Cândido do Nascimento, e os dois filhos, de 9 e 3 anos. Ela havia se mudado para o país cerca de cinco anos atrás em busca de melhores condições de vida para a família e trabalhava com limpeza de casas.
Mineira era dedicada aos filhos
Segundo informações publicadas em uma campanha de arrecadação criada para ajudar a família, os filhos eram o centro da vida de Priscila. Ela costumava levá-los para passear em parques, praias e lagos e era conhecida por estar sempre disposta a ajudar outras pessoas.
"Priscila era uma mãe e esposa dedicada, uma mulher de fé, uma amiga leal e uma pessoa extremamente trabalhadora", afirma o texto da campanha.
O filho mais novo, de 3 anos, é autista e ainda não fala. De acordo com familiares, Priscila tinha um papel fundamental na rotina da criança, especialmente nos cuidados diários e na comunicação.
Priscila morreu após salvar criança
A tragédia aconteceu na tarde de segunda-feira (24), quando Priscila percebeu que uma menina de 9 anos estava em perigo no Rio Delaware, próximo a Delran, em Nova Jersey.
A brasileira entrou na água para tentar resgatar a criança. Ela conseguiu alcançar a menina e ajudá-la a se aproximar da margem. Outras pessoas conseguiram retirar a criança do rio em segurança.
Priscila, porém, não conseguiu voltar para a margem e desapareceu na água.
Equipes de emergência realizaram buscas durante horas. O corpo da brasileira foi localizado na manhã de terça-feira (25), a cerca de seis metros da praia, na região do Parque da Ilha Amico.
A data da localização do corpo coincidiu com o aniversário de 34 anos de Priscila.
Polícia chama brasileira de heroína
O chefe de polícia de Delran, Matthew Gasper, classificou Priscila como uma heroína diante da atitude tomada para salvar a criança.
O marido também destacou a coragem da mulher e afirmou, em entrevista à imprensa norte-americana, que Priscila deu a própria vida para salvar uma criança.
A morte causou comoção entre familiares e amigos, especialmente pela história de vida da brasileira e pela forma como ocorreu a tragédia.
Família pede ajuda após morte
Com a morte de Priscila, Alex passou a cuidar sozinho dos dois filhos. Familiares e amigos criaram uma campanha de arrecadação para ajudar a família a enfrentar os custos provocados pela perda.
O dinheiro arrecadado deve ser utilizado para despesas com funeral, moradia, alimentação e cuidados das crianças, além do acompanhamento do filho mais novo.
A campanha também busca garantir recursos para a educação futura dos dois filhos de Priscila.
"Priscila ajudou outra criança a voltar para casa. Agora, pedimos a todos que puderem que nos ajudem a cuidar do futuro dos dois filhos para quem ela não pôde voltar", afirma a campanha.