Gabriel Felix Araujo Kusanovich Becker, de 38 anos, morreu após ser baleado por uma policial militar durante uma abordagem na tarde desta quarta-feira (19), no Jardim São Dimas, região central de São José dos Campos. Segundo as informações preliminares da polícia, ele teria ameaçado quatro estudantes com uma faca antes de ser abordado pelos policiais.
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De acordo com a investigação inicial, os estudantes procuraram ajuda de uma equipe da Polícia Militar após serem ameaçados pelo homem. Gabriel estava dentro de um veículo quando os policiais fizeram a abordagem.
Ainda conforme os primeiros relatos, ele teria saído do carro com uma faca em punho e avançado na direção da policial militar Sabrina Santos Leite. A agente efetuou um disparo, que atingiu Gabriel no tórax.
O Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi acionado e prestou atendimento de emergência. Gabriel foi levado para o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, na Vila Industrial, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada na unidade.
O corpo foi sepultado no Cemitério Parque das Flores, na manhã desta quinta-feira.
Polícia considera legítima defesa inicialmente
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial. Na análise inicial da ocorrência, o delegado considerou que a policial agiu em legítima defesa e não determinou a prisão em flagrante da agente.
A perícia foi acionada para analisar o local da ocorrência, na rua Dr. José Moraes de Barros. O trabalho deverá contribuir para esclarecer a dinâmica do disparo, incluindo posições, distâncias e outros vestígios.
A investigação ainda deve considerar os depoimentos dos policiais, das testemunhas e dos estudantes que teriam sido ameaçados, além dos exames periciais.
A classificação inicial como legítima defesa não encerra a apuração. A Polícia Civil deverá analisar os elementos técnicos e os depoimentos para esclarecer as circunstâncias da intervenção policial.
Tio diz que família tenta entender comportamento
O tio de Gabriel afirmou ao portal G1 que a família ainda tenta entender o que aconteceu. Segundo ele, uma possível separação poderia ter abalado o sobrinho. “Era um bom menino. Era um sobrinho amado pela família inteira”, disse.
A família busca esclarecer o que teria levado Gabriel a agir daquela maneira antes da abordagem policial.
A ocorrência deverá ser atualizada após a divulgação de novas informações oficiais e a conclusão dos exames periciais.