As prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar aumentaram 37,4% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Na região de São José dos Campos, foram registradas 687 prisões ou apreensões em flagrante entre janeiro e junho deste ano, contra 500 nos seis primeiros meses de 2025. O aumento corresponde a 187 ocorrências no período.
Estado registra quase 11 mil prisões
O crescimento também foi registrado em todo o estado de São Paulo. Entre janeiro e junho de 2026, as forças de segurança contabilizaram 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica.
No mesmo período de 2025, foram 8.692 ocorrências. A diferença é de 2.232 prisões ou apreensões, o que representa uma alta de aproximadamente 25,7%.
Segundo o governo estadual, o aumento está relacionado ao trabalho de policiamento e às estruturas voltadas ao atendimento e à proteção de mulheres vítimas de violência.
Governo relaciona alta a reforço da proteção
A secretária de Políticas para a Mulher de São Paulo, Adriana Liporoni, afirmou que o crescimento dos flagrantes está relacionado às ações de prevenção e ao atendimento dos casos.
“O trabalho de prevenção e a resposta rápida aos casos de violência doméstica ajudam a identificar situações de risco e garantir a prisão rápida dos agressores”, afirmou.
As ações fazem parte do SP Por Todas, programa que reúne diferentes secretarias estaduais em medidas relacionadas à segurança, proteção e autonomia financeira das mulheres.
A estrutura de atendimento inclui 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 235 Salas DDM 24h integradas e mais de 650 policiais femininas especializadas.
Cabine Lilás direciona chamados para policiais femininas
Entre as medidas adotadas pelo governo estadual está a Cabine Lilás, serviço da Polícia Militar voltado ao atendimento de ocorrências de violência doméstica.
Por meio do serviço, ligações realizadas para o telefone 190 relacionadas a casos de violência contra a mulher são direcionadas para policiais femininas. As agentes orientam as vítimas sobre as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e sobre serviços disponíveis na rede de atendimento.
As orientações também podem incluir informações sobre benefícios, como o auxílio-aluguel, quando houver previsão para o caso, além do acesso à assistência social.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o objetivo é facilitar o registro das denúncias e ampliar o atendimento às vítimas.
“Queremos que nenhuma mulher deixe de denunciar por medo, dificuldade ou falta de informação. As forças de segurança estão atuando para desburocratizar o acesso à denúncia, ampliar o acolhimento e garantir proteção ao longo de todo o processo”, disse.
Aplicativo permite registrar ocorrência pela internet
Outra ferramenta disponibilizada pelo governo paulista é o SP Mulher Segura. O aplicativo permite o registro de boletins de ocorrência pela internet e oferece informações sobre endereços de unidades policiais.
A plataforma também permite acionar o Botão do Pânico para mulheres que possuem medida protetiva contra o agressor.
Quando acionado, o recurso comunica simultaneamente a polícia e um contato de emergência previamente cadastrado pela vítima.
Patrulha acompanha vítimas com medida protetiva
O estado também mantém a Patrulha SP Mulher Segura, serviço da Polícia Militar voltado ao acompanhamento de vítimas e à fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.
As forças de segurança ainda realizam operações para cumprir mandados judiciais e localizar pessoas investigadas ou procuradas por crimes relacionados à violência doméstica.
O conjunto de ações integra a estratégia estadual de atendimento às vítimas e de atuação policial em casos de violência contra a mulher.