A estudante de biologia Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi morta após descobrir mensagens do namorado, José Gustavo, de 21, com outras mulheres, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina. O crime ocorreu em Sangão, no sul do estado, após uma discussão entre o casal.
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De acordo com o delegado Murilo Silveira, responsável pela investigação, o desentendimento começou depois que Joviana viu no celular do namorado conversas dele com outras mulheres. A polícia aponta que o relacionamento era "bastante conturbado" e que os dois haviam se separado, mas tinham reatado recentemente.
Joviana tentou fugir
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto, depois que o casal voltou de uma balada. Durante a discussão, Joviana teria tentado deixar a residência, mas foi seguida pelo namorado.
"O autor relatou que o desentendimento dessa vez iniciou após a vítima ter constatado mensagens em que o autor trocava com outras mulheres", afirmou o delegado.
Ainda conforme o depoimento prestado à polícia, José Gustavo aplicou um golpe conhecido como mata-leão na jovem. Ela morreu em decorrência da agressão.
Após o crime, o suspeito colocou o corpo da estudante sobre a cama e permaneceu na residência.
Corpo foi encontrado três dias depois
Segundo a investigação, José Gustavo relatou que, após matar Joviana, consumiu uma grande quantidade de medicamento controlado, o que o deixou debilitado durante a sexta-feira (7).
Nos dias seguintes, ele também afirmou à polícia que ingeriu bastante bebida alcoólica e disse não se lembrar com precisão do que aconteceu nesse período.
O suspeito manteve o quarto trancado e somente comunicou familiares sobre o que havia ocorrido na manhã de segunda-feira (10). O corpo da estudante foi então localizado no imóvel.
Suspeito confessou o feminicídio
José Gustavo se apresentou à polícia, confessou o crime e foi preso. A prisão foi posteriormente mantida pela Justiça.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Tubarão, pediu a prisão do suspeito durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (11).
O pedido foi acolhido pelo Juízo da Vara de Garantias, que determinou que José Gustavo permaneça preso.
A investigação da Polícia Civil continua para esclarecer todas as circunstâncias do crime.