ESQUEMA

Operação mira agiotagem no Vale; bloqueios chegam R$ 205 mi

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Homem foi preso na operação
Homem foi preso na operação

A segunda fase da Operação Armagedom, deflagrada nesta quinta-feira (6), tem como foco uma organização criminosa suspeita de atuar com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, os investigados teriam mantido um esquema de empréstimos com juros abusivos, seguido de cobranças feitas por meio de intimidação. A apuração também aponta que parte dos valores obtidos com a agiotagem teria sido ocultada por meio de empresas, imóveis, veículos e bens registrados em nome de terceiros.

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de São José dos Campos. Também foram determinadas medidas de bloqueio e indisponibilidade de patrimônio, além do afastamento de sigilos telemáticos.

As autoridades estimam que as medidas patrimoniais possam alcançar até R$ 205,7 milhões. Entre os bens identificados estão imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas, rendimentos de aluguéis superiores a R$ 48 mil por mês e pelo menos 37 cavalos da raça mangalarga marchador.

Um homem apontado como um dos líderes do grupo teve a prisão preventiva decretada. Segundo o Ministério Público, ele já estava em prisão domiciliar, mas teria continuado a comandar as atividades investigadas a partir da própria residência.

De acordo com informações divulgadas pelo g1, o empresário Kleber Nunes está entre os alvos da operação e foi preso em São José dos Campos. Ele nega participação nos crimes e afirma ser inocente.

As investigações começaram em 2021 e tiveram uma primeira fase em novembro de 2024, quando integrantes do grupo foram presos e posteriormente condenados. Mesmo após essas medidas, os investigadores afirmam ter encontrado indícios de que o esquema de agiotagem continuou funcionando.

O Ministério Público também apura a utilização de empresas de fachada e de pessoas com movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas, numa tentativa de esconder a origem do dinheiro.

A ação reúne integrantes do Gaeco, policiais civis do Neccold e equipes do 3º Baep. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a participação de cada suspeito.

Comentários

Comentários