A Polícia Civil concluiu que o assassinato de Gustavo do Prado, de 32 anos, em São José dos Campos, foi motivado pela cobrança de uma dívida de R$ 20. A informação foi confirmada por uma testemunha que estava no carro com Daniel Wilson de Souza, de 36 anos, autor dos disparos, na madrugada do crime.
Gustavo já havia cobrado Daniel por uma dívida de R$ 20.
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Localizado em Curitiba (PR), o homem foi ouvido por videoconferência pela Delegacia de Homicídios e afirmou que Daniel foi o autor dos disparos, estava embriagado e já havia ameaçado a vítima semanas antes pelo mesmo motivo.
Daniel matou Gustavo por dívida de R$ 20 em SJC, diz polícia
Segundo o relato da testemunha, Daniel foi quem efetuou todos os disparos contra Gustavo. A testemunha afirmou ainda que desconhecia o fato de Daniel estar armado antes do encontro com a vítima.
De acordo com o depoimento, cerca de três semanas antes do homicídio, Gustavo havia procurado Daniel para cobrar a dívida de R$ 20. Na ocasião, o investigado já teria reagido de forma violenta, efetuando disparos para o alto como forma de intimidação.
No dia do crime, segundo a testemunha, o encontro entre Gustavo e Daniel aconteceu por acaso. Os dois conversaram durante alguns minutos em frente à casa da vítima. Em seguida, Daniel voltou a falar sobre o dinheiro e, segundo o depoimento, acabou sacando a arma e atirando contra Gustavo.
A testemunha também informou que Daniel estava embriagado.
Câmeras registraram a execução
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil mostram toda a sequência do homicídio, ocorrido às 2h47 de domingo (2), no bairro Capuava, na região sudeste de São José.
As imagens registram o momento em que um carro para em frente à residência de Gustavo. Ele conversa rapidamente com o motorista e, poucos segundos depois, é surpreendido pelos primeiros disparos.
Na sequência, o criminoso desce do veículo e continua atirando contra Gustavo mesmo após a vítima cair no chão. Somente depois de efetuar diversos disparos à queima-roupa, o autor retorna ao carro e foge.
Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas, mas apenas constataram a morte da vítima no local.
Daniel segue foragido
A Polícia Civil identificou Daniel Wilson de Souza como autor do crime. A Justiça decretou a prisão temporária do investigado por 30 dias, mas ele continua foragido.
Nesta quarta-feira (5), policiais civis, com apoio da Polícia Militar, realizaram diligências em diversos endereços para tentar localizar Daniel. Apesar de o veículo utilizado no homicídio ter sido encontrado, o suspeito não foi preso.
Segundo a Polícia Civil, Daniel já havia sido preso em 2022 por tentativa de homicídio e também por posse ilegal de arma de fogo. Posteriormente, obteve liberdade provisória por decisão judicial.
Casa foi encontrada aberta
Durante a perícia, os investigadores encontraram a residência de Gustavo com a porta aberta, as luzes acesas e a televisão ligada. O celular da vítima e projéteis recolhidos na cena do crime foram apreendidos e passarão por exames periciais que devem auxiliar na conclusão do inquérito.
O caso é investigado como homicídio qualificado.
Sonho interrompido
Poucos dias antes de ser assassinado, Gustavo demonstrava aos amigos o desejo de reconstruir sua vida espiritual. Segundo um amigo de infância ouvido por OVALE, ele pretendia voltar a frequentar a igreja e retomar sua caminhada na fé.
Ainda conforme o relato, Gustavo costumava compartilhar mensagens bíblicas, reflexões e áudios com pregações para familiares e amigos. Pessoas próximas afirmam que ele vivia um momento de transformação pessoal, interrompido de forma trágica.
A Polícia Civil solicita que informações sobre o paradeiro de Daniel sejam repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Homicídios, no número (12) 3931-0220.