HOMEM SOBREVIVEU

Após emboscada, ex verificou se homem ainda estava vivo em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min

Após emboscada, a ex-mulher de Adriano Nilo Cândido chegou a verificar se ele ainda estava vivo e avisou aos comparsas que a vítima respirava, segundo a Polícia Civil.

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O caso, ocorrido em São José dos Campos e marcado pela extrema violência, teve um novo desdobramento com a prisão dos dois últimos suspeitos apontados como autores do ataque. A investigação concluiu que Adriano só sobreviveu porque fingiu estar morto antes de fugir gravemente ferido em busca de socorro.

A Polícia Civil prendeu os dois últimos suspeitos. As prisões, realizadas nesta sexta-feira (31) por policiais do 6º DP (Distrito Policial) de São José, encerram a fase de identificação dos envolvidos no crime, considerado de extrema crueldade pelos investigadores.

Os dois homens foram localizados por volta das 12h30, no Jardim Santa Cecília, após denúncia anônima. Um dia antes, a ex-companheira da vítima, apontada como participante da ação criminosa, já havia sido presa pela Polícia Militar.

Segundo a investigação, os três responderão por tentativa de homicídio qualificado (por emboscada e emprego de meio cruel) além de latrocínio tentado, já que os criminosos agrediram violentamente a vítima e roubaram seus pertences antes de fugir.

Emboscada foi preparada dentro da residência

O crime aconteceu em 31 de outubro de 2025.

De acordo com o inquérito, Adriano retornava do trabalho em uma oficina mecânica quando encontrou o portão da garagem aberto, a casa com as luzes apagadas e a porta destrancada.

Sem desconfiar da armadilha, entrou no imóvel e caminhou até um dos quartos. Nesse momento, foi surpreendido pelos dois homens, que estavam escondidos dentro da residência.

A vítima foi atingida por diversos golpes de faca e, mesmo caída no chão, continuou sendo agredida com chutes, pisões e tapas na cabeça, no tórax e no abdômen.

Ex-companheira teria incentivado as agressões

Um dos pontos que mais chamou a atenção da investigação envolve a participação da ex-companheira de Adriano.

Segundo a Polícia Civil, ela não apenas acompanhou a ação como teria incentivado os ataques. Os investigadores afirmam que, durante as agressões, ela chegou a verificar se Adriano ainda respirava.

Ao perceber que a vítima permanecia viva, informou os outros dois suspeitos para que continuassem as agressões.

A mulher também possui parentesco com os dois homens presos nesta sexta-feira.

Homem fingiu estar morto para escapar

Mesmo gravemente ferido, Adriano permaneceu consciente durante o ataque.

Percebendo que dificilmente conseguiria reagir, tomou uma decisão que, segundo a Polícia Civil, salvou sua vida: fingiu estar morto.

Convencidos de que haviam consumado o homicídio, os criminosos roubaram o celular, a carteira e cerca de R$ 1 mil em dinheiro antes de deixar a residência.

Assim que percebeu a fuga dos suspeitos, Adriano saiu pelos fundos da casa.

Mesmo com múltiplos ferimentos, percorreu aproximadamente 700 metros, alternando momentos em que caminhava e se arrastava até conseguir chegar a outra residência e pedir ajuda. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de São José dos Campos, onde permaneceu internado por cinco dias.

Laudo apontou risco elevado de morte

O laudo pericial confirmou que Adriano sofreu diversas lesões provocadas por arma branca e agressões contundentes.

Os ferimentos atingiram o crânio, a face, o tórax, o abdômen e a região lombar. Algumas lesões exigiram cirurgia de emergência devido ao elevado risco de morte.

Para a Polícia Civil, o homicídio somente não foi consumado porque a vítima conseguiu convencer os agressores de que estava morta e, em seguida, reuniu forças para buscar socorro.

Investigação é concluída

Com a prisão dos dois últimos suspeitos, a Polícia Civil considera esclarecida a participação dos três investigados.

O inquérito aponta que o crime foi praticado mediante emboscada, impossibilitando qualquer reação da vítima, e com emprego de meio cruel, diante da violência extrema das agressões, que continuaram mesmo quando Adriano já estava caído e indefeso.

Os três responderão pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e latrocínio tentado.

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