Após cinco meses consecutivos de alta, o custo da cesta básica familiar voltou a cair no Vale do Paraíba. Levantamento realizado pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), mostra que, em julho, a cesta ficou 2,53% mais barata, registrando a maior redução mensal desde maio de 2019, quando a queda foi de 2,65%.
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O valor médio regional passou de R$ 2.990,52, em junho, para R$ 2.914,88 em julho, representando uma economia de R$ 75,64 para uma família de cinco pessoas.
Segundo a pesquisa, o resultado reflete um alívio inflacionário concentrado principalmente nos alimentos, favorecido pelo aumento da oferta de produtos agrícolas com a chegada de novas safras e pela melhora das condições climáticas.
Cidades
Os quatro municípios pesquisados apresentaram redução no custo da cesta. Taubaté registrou a maior queda do período, de 3,25%, e manteve a cesta mais barata da região, com custo médio de R$ 2.818,08. Já Campos do Jordão, apesar da redução de 1,49%, continua com a cesta mais cara, alcançando R$ 3.145,88, diferença de R$ 327,80 em relação a Taubaté.
De acordo com a análise do Nupes, dois fatores explicam o resultado de julho: o reajuste natural após a alta observada em junho e, principalmente, a ampliação da oferta de hortifrutigranjeiros.
A entrada de novas safras reduziu significativamente os preços de produtos como tomate, cenoura, batata e abobrinha, itens que tiveram forte impacto no custo final da cesta devido ao peso do grupo alimentação, responsável por mais de 90% do índice pesquisado.
Entre as maiores quedas do mês, destacam-se o tomate (-30,75%), a cenoura (-27,00%), a batata (-23,17%), a abobrinha (-21,18%) e os ovos brancos (-8,83%).
Em contrapartida, alguns produtos seguiram pressionando o orçamento das famílias, como o mamão formosa (+14,90%), a cebola (+11,39%) e o queijo muçarela (+3,99%), influenciados por fatores sazonais e pelo aumento dos custos de produção.
Renda familiar
A redução do custo da cesta também diminuiu o comprometimento da renda familiar.
Em média, as famílias do Vale passaram a destinar 35,96% da renda para a compra da cesta básica, ante 36,90% em junho, ampliando a parcela disponível para outras despesas essenciais, como saúde, transporte e educação.
Embora o resultado indique um alívio para o bolso do consumidor, os pesquisadores observam que os preços ainda permanecem em patamares elevados. No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica apresentou alta de 1,70% na região.
A expectativa, no entanto, é de continuidade da acomodação dos preços nas próximas semanas, caso se mantenham as boas condições de oferta dos principais produtos agrícolas.