TRAGÉDIA

Mulher de 62 anos morre atropelada por carro em Pindamonhangaba

Por Da redação | Pindamonhangaba
| Tempo de leitura: 3 min
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Acidente ocorreu em cruzamento perto da Prefeitura de Pinda
Acidente ocorreu em cruzamento perto da Prefeitura de Pinda

Uma mulher de 62 anos morreu após ser atropelada por um carro na noite de terça-feira (28), em Pindamonhangaba. O acidente aconteceu por volta das 20h30, no cruzamento da rua Manoel Flores com a avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso, nas proximidades da Prefeitura.

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A vítima, identificada como Nelza Aparecida Lopes Pacheco, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher foi atingida por um Chevrolet Onix conduzido por uma motorista de 45 anos. A condutora permaneceu no local, acionou equipes da Polícia Militar, do Samu e do Corpo de Bombeiros e acompanhou o atendimento à vítima.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. Um inquérito foi instaurado para esclarecer a dinâmica do atropelamento e apurar se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte da motorista.

Relato da motorista

Segundo o relato prestado pela condutora aos policiais, ela seguia pela rua Manoel Flores e fazia uma conversão à direita para acessar a avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso. A motorista afirmou que parou antes de entrar na avenida, observou o fluxo de veículos e pedestres e, ao iniciar a manobra, a vítima surgiu repentinamente à frente do automóvel, sendo atingida.

Essa versão, no entanto, ainda será confrontada com as demais provas reunidas durante a investigação.

O boletim de ocorrência não informa se a pedestre atravessava pela faixa, se havia semáforo no cruzamento, qual era a velocidade do veículo no momento do impacto ou as condições de iluminação da via. Também não há informações sobre a existência de imagens de câmeras de monitoramento que possam ajudar a esclarecer o acidente.

Motorista não tinha sinais de embriaguez

Os policiais que atenderam a ocorrência informaram que não encontraram sinais aparentes de embriaguez da motorista. O registro, porém, não menciona a realização de teste do bafômetro ou outro exame para verificar eventual consumo de álcool.

A autoridade policial também não determinou a prisão em flagrante da motorista. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor que presta pronto e integral socorro à vítima de um acidente não fica sujeito à prisão em flagrante nem ao pagamento de fiança apenas em razão da ocorrência.

O local do atropelamento não passou por perícia porque, quando a Polícia Civil foi comunicada, a vítima já havia sido levada ao hospital e o veículo não permanecia na posição original do impacto. Mesmo assim, a investigação poderá utilizar fotografias, imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e os danos no automóvel para reconstruir a dinâmica do acidente.

A Polícia Civil também requisitou exame necroscópico para confirmar a causa da morte e auxiliar na análise das circunstâncias do atropelamento.

Nos próximos dias, investigadores deverão ouvir testemunhas, analisar imagens que possam ter registrado o acidente e reunir laudos técnicos antes de concluir o inquérito. Somente após a conclusão das diligências será possível definir se haverá indiciamento da motorista ou arquivamento do caso.

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