GAECO E NECCOLD

Operação mira lavagem do PCC e bloqueia R$ 2,5 milhões em SJC

Por Guilhermo Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem ilustrativa/Gerada com auxílio de IA

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Conúbio, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado em São José dos Campos e Jacareí.

A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e no bloqueio de bens avaliados em até R$ 2,5 milhões.

A ofensiva é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com o Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada (NECCOLD), da Polícia Civil.

Os mandados foram expedidos pela Vara Regional de Garantias de São José dos Campos.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que os alvos passaram a atuar na ocultação e lavagem de recursos pertencentes a um dos criminosos condenados na Operação Boate Azul, deflagrada pelo Gaeco em 2016.

Na época, o condenado foi responsabilizado por guardar drogas e armas para um ex-integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), já falecido, que comandava o tráfico de drogas na região sul de São José dos Campos.

Alvo já foi condenado a mais de 13 anos

De acordo com a investigação, um dos investigados já havia sido condenado a 13 anos e dois meses de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e falsidade ideológica, em decorrência da Operação Boate Azul.

As apurações revelaram ainda movimentações patrimoniais incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, além de negociações imobiliárias consideradas suspeitas.

Conforme o Ministério Público, os investigados utilizavam uma pessoa jurídica para ocultar a origem dos recursos, bem como a propriedade e a localização de bens adquiridos com dinheiro proveniente de atividades criminosas.

Bens de alto padrão bloqueados

Durante a Operação Conúbio foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de veículos, imóveis de alto padrão e valores financeiros, limitados ao montante de R$ 2,5 milhões, como forma de garantir eventual recuperação dos ativos.

Segundo o Ministério Público, a operação é resultado da cooperação estratégica entre o Gaeco e o NECCOLD para intensificar o combate às organizações criminosas, especialmente nos crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e recuperação de bens obtidos de forma ilícita.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento do patrimônio ligado ao grupo criminoso.

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