VIOLÊNCIA

Cachorra é morta por CAC após fugir e atacar criança de 10 anos

Por Da Redação | Vicente Pires (DF)
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Cachorra é morta por CAC após fugir e atacar criança de 10 anos
Cachorra é morta por CAC após fugir e atacar criança de 10 anos

Uma cadela da raça American Bully foi morta a tiros após atacar uma criança de 10 anos dentro de um condomínio. O disparo foi efetuado pelo pai do menino, que possui registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador ). O caso é investigado pela polícia, que apreendeu a arma utilizada e abriu procedimentos para apurar as circunstâncias da ocorrência.

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O episódio aconteceu na noite de sexta-feira (24), em um condomínio de Vicente Pires, no Distrito Federal. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o animal escapa da guia do tutor e corre em direção ao menino.

Nas gravações, a criança tenta fugir, cai no chão e busca se proteger. Em seguida, consegue entrar no quintal da própria residência, cujo portão estava aberto, mas volta a ser derrubada pela cadela. Pouco depois, o tutor consegue retirar o animal do local.

Segundo a investigação, a cadela escapou novamente e entrou na casa da família do garoto. Nesse momento, o pai da criança sacou uma arma de fogo e atirou contra o animal. As imagens também mostram que, após os disparos, ele ainda desfere um chute na cadela já sem vida.

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal que presenciou a perseguição, mas disse não ter visto a cadela morder a criança. Já o pai do menino apresentou fotografias que, segundo ele, mostram lesões compatíveis com mordidas.

A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada e encaminhou os envolvidos à 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires. O delegado responsável lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o tutor do animal por suposta omissão na guarda ou condução da cadela.

De acordo com a polícia, o entendimento inicial foi de que o disparo ocorreu durante a tentativa de proteger a criança. A arma utilizada foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para perícia, enquanto o menino passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

Em nota, a defesa do pai da criança afirmou que a própria autoridade policial não identificou indícios de crime relacionados ao disparo, entendendo que a ação ocorreu para interromper a agressão do animal. Os advogados também declararam que a família lamenta a morte da cadela e sustentam que não houve ato de crueldade, mas uma reação diante do risco enfrentado pelo filho.

Até a última atualização do caso, a defesa do tutor da cadela não havia sido localizada para comentar o episódio.

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