INVESTIGAÇÃO

Exames vão confirmar se corpo encontrado em mata é de Berenice

Por Da redação | Ubatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/O Povo de Angra
Local onde teria sido encontrado o corpo da cozinheira
Local onde teria sido encontrado o corpo da cozinheira

A Polícia Civil de São Paulo encontrou, na tarde desta sexta-feira (17), o corpo de uma mulher em uma área de mata na localidade de Serra d'Água, em Angra dos Reis (RJ), perto da rodovia RJ-155, que liga os municípios de Barra Mansa e Angra dos Reis. O trecho onde o corpo foi encontrado é popularmente conhecido como Estrada de Lídice.

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O corpo passará por exames periciais para confirmar se é o da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, 60 anos, desaparecida desde o fim de junho em Ubatuba, no Litoral Norte.

Segundo os investigadores, a principal hipótese é de que a vítima seja Berenice. A confirmação oficial, no entanto, só será possível após a realização de exames de identificação, incluindo perícia e comparação genética, caso necessário.

Investigadores informaram que o local onde o corpo foi encontrado está dentro da área delimitada pela apuração a partir do rastreio do trajeto percorrido pelo carro da empresária Eliane Alves dos Santos, 46 anos. Ela está presa temporariamente e é apontada como principal suspeita do desaparecimento e do possível homicídio da cozinheira.

O cadáver foi localizado em um penhasco, de difícil acesso na mata. Conforme a Polícia Civil, a vítima estava presa a uma árvore em uma área íngreme, o que dificultou o trabalho das equipes de busca.

Por causa das condições do terreno, o Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar o corpo utilizando técnicas de rapel. Somente após o resgate será possível concluir os procedimentos periciais que vão determinar oficialmente a identidade da vítima e contribuir para o avanço das investigações.

Investigação mudou de rumo

O caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Sebastião.

Nos últimos dias, policiais civis intensificaram as buscas entre Ubatuba, Cunha, Paraty e Angra dos Reis, com apoio de equipes especializadas e planejamento baseado em informações obtidas durante a investigação.

As buscas foram ampliadas depois que surgiram indícios de que o veículo da suspeita teria circulado pela região do Vale do Paraíba e pelo estado do Rio de Janeiro. Antes disso, os trabalhos estavam concentrados apenas em Ubatuba e municípios vizinhos.

Celular da suspeita trouxe novos indícios

A investigação ganhou novos elementos após a Polícia Civil localizar o celular de Eliane em um terreno baldio ao lado da residência da empresária.

O aparelho havia sido resetado, com os dados apagados, e passará por perícia. Segundo informações reveladas durante a investigação, foram identificadas pesquisas consideradas relevantes para o caso, relacionadas a vestígios de sangue.

A descoberta motivou novas diligências, incluindo testes com luminol nos veículos utilizados pela suspeita. Os exames apontaram marcas de sangue no carro de Eliane, que agora serão submetidas à análise de DNA. Os peritos também identificaram indícios compatíveis com disparos de arma de fogo no veículo.

Contradições reforçaram as suspeitas

Durante o depoimento, Eliane afirmou que teria deixado Berenice em Ubatuba para que ela assumisse um novo emprego na região.

Entretanto, imagens de câmeras de monitoramento mostraram que o carro da empresária seguiu em direção ao estado do Rio de Janeiro, passando pela região de Paraty, o que contradiz a versão apresentada à polícia.

Essa divergência passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores, que trabalham para reconstruir os últimos passos da cozinheira antes do desaparecimento.

Testemunha pode esclarecer agressão

A Polícia Civil também tenta localizar uma testemunha considerada estratégica para o inquérito.

Segundo a investigação, essa pessoa teria presenciado uma suposta agressão sofrida por Berenice pouco antes do desaparecimento. Os investigadores apuram a denúncia de que a cozinheira teria sido acusada, sem provas, de retirar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava.

Ainda conforme a apuração, a testemunha teria tentado interromper as agressões, mas não conseguiu impedir a violência. Essas informações ainda dependem de confirmação por meio de depoimentos e da produção de provas periciais.

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