A investigação da Polícia Civil aponta que a tragédia que abalou Taubaté e toda a região do Vale do Paraíba ocorreu em meio a um cenário de separação, dificuldades financeiras e problemas de saúde mental.
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O caso, registrado inicialmente como homicídio seguido de suicídio, vitimou o adolescente Pedro Takemoto Arantes Machado, de 14 anos, e sua mãe, Silvia Satie Takemoto, de 48 anos.
Pedro foi encontrado morto dentro da casa onde morava com a mãe, em um condomínio no bairro Bonfim, em Taubaté, na tarde de segunda-feira (13).
Conforme a perícia preliminar, o adolescente apresentava duas lesões provocadas por arma branca, uma na região do tórax e outra no pescoço. Silvia também foi localizada sem vida no imóvel. A estimativa é de que as mortes tenham ocorrido durante a madrugada.
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Casal estava em processo de divórcio
Segundo o boletim de ocorrência, o marido de Silvia informou que o casal viveu junto por cerca de 26 anos e que o processo de divórcio havia sido iniciado oficialmente na sexta-feira (10), quando ele deixou a residência após o desgaste da relação. Em depoimento, afirmou que as discussões entre os dois haviam se intensificado nos últimos meses, principalmente por causa de dificuldades financeiras.
Ainda de acordo com o relato prestado à Polícia Civil, Silvia era diagnosticada com transtorno esquizoafetivo, realizava acompanhamento médico e utilizava medicamentos controlados. O marido contou que ela nunca havia apresentado comportamento agressivo contra familiares, mas sofria episódios de mania persecutória relacionados à doença.
Ele declarou acreditar que, após a separação, Silvia possa ter interrompido o tratamento medicamentoso, hipótese que agora integra o contexto investigado pelas autoridades. A informação faz parte do depoimento prestado pelo marido, mas ainda não há confirmação pericial sobre eventual interrupção dos medicamentos.
Imóvel passou por perícia
O imóvel foi isolado pela Polícia Militar até a chegada das equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil. Durante a perícia foram apreendidas duas facas e três aparelhos celulares, que passarão por exames para auxiliar na reconstrução da dinâmica dos fatos.
A síndica do condomínio informou que a família morava no local havia cerca de sete meses e que soube recentemente da separação. Ela disse que nunca presenciou discussões, agressões ou qualquer episódio de violência envolvendo o casal. Moradores também disseram não ter ouvido gritos, pedidos de socorro ou movimentação incomum durante a madrugada.
As imagens das câmeras de segurança registraram a chegada de Pedro ao condomínio na noite de domingo (12), após ser deixado pelo pai, e o retorno deste ao local no início da tarde de segunda-feira (13), quando encontrou os corpos.
Apesar da principal linha de investigação indicar homicídio seguido de suicídio, a Polícia Civil aguarda os laudos da Polícia Científica e do IML (Instituto Médico Legal) para confirmar oficialmente a dinâmica da ocorrência. Os exames periciais e a análise dos objetos apreendidos deverão esclarecer todos os detalhes da tragédia.