Um homem encontrou a esposa, de 48 anos, e o filho, um adolescente de 14 anos, mortos dentro da casa da família, em um condomínio no bairro Bonfim, em Taubaté, na tarde desta segunda-feira (13). A Polícia Civil investiga o caso, registrado inicialmente como homicídio e suicídio consumados, e aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica das mortes.
A Polícia Civil identificou as vítimas como Silvia Satie Takemoto, de 48 anos, e Pedro Takemoto Arantes Machado, de 14 anos.
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Segundo o boletim de ocorrência, foi o próprio pai do adolescente quem acionou a Polícia Militar após localizar os corpos no andar superior do imóvel. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram ao local e constataram os óbitos.
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Pai estranhou silêncio do filho
Em depoimento à Polícia Civil, o homem contou que estava em processo de separação da esposa após 26 anos de casamento.
Ele relatou que havia deixado a residência na última sexta-feira e passou a morar temporariamente na casa de um amigo.
Na noite de domingo, por volta das 21h, levou o filho até o condomínio. Já na manhã desta segunda-feira, começou a estranhar o fato de o adolescente não responder às mensagens enviadas por ele.
Preocupado, foi até a residência por volta das 12h45. Ao encontrar a porta destrancada, entrou no imóvel e localizou a esposa e o filho sem vida no piso superior.
Perícia encontrou ferimentos no adolescente
As informações preliminares da Polícia Científica apontam que o adolescente apresentava duas lesões provocadas por arma branca, uma na região do tórax e outra no pescoço.
A estimativa inicial é de que as mortes tenham ocorrido durante a madrugada.
Durante os trabalhos periciais, facas e aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à análise para auxiliar na investigação.
Mulher fazia tratamento psiquiátrico, diz marido
Ainda segundo o depoimento prestado à polícia, a mulher era diagnosticada com transtorno esquizoafetivo, realizava acompanhamento médico e fazia uso de medicamentos controlados.
O marido afirmou acreditar que, após a separação, ela possa ter interrompido o tratamento, embora essa informação ainda dependa de confirmação durante a investigação.
Ele também declarou que, ao longo do relacionamento, nunca sofreu agressões físicas da esposa, mas que ela apresentava episódios de mania persecutória relacionados à doença.
A existência desse histórico médico faz parte dos elementos investigados, mas, por si só, não permite concluir a dinâmica dos fatos nem a responsabilidade pelas mortes, que dependerá do resultado das perícias e da apuração policial.
Imagens de câmeras reforçam cronologia
A síndica do condomínio informou à Polícia Civil que o casal morava no local havia aproximadamente sete meses e que tomou conhecimento da separação recentemente.
Segundo ela, nunca presenciou discussões, ameaças ou episódios de violência envolvendo a família.
As imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o pai deixou o adolescente na portaria do condomínio na noite de domingo e também o retorno dele ao local na tarde desta segunda-feira, quando encontrou os corpos.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Científica realizou perícia no imóvel e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por exames necroscópicos.
Os laudos deverão esclarecer o horário das mortes, a dinâmica da ocorrência e confirmar as circunstâncias que levaram ao registro inicial de homicídio e suicídio.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Taubaté.