O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, que trabalhou por cerca de uma década em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O agente deixa esposa e dois filhos.
O ataque aconteceu na tarde de quarta-feira (9), na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, na zona norte da capital fluminense.
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Carlos Alberto integrava uma equipe da Polícia Civil que realizava um trabalho de reconhecimento para o cumprimento de um mandado judicial na região do Muquiço, quando a viatura descaracterizada em que os agentes estavam foi surpreendida por criminosos fortemente armados.
Os suspeitos abriram fogo contra o veículo, atingindo o policial na cabeça. Ele foi socorrido em estado gravíssimo e levado ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos.
Uma policial civil que também participava da operação foi baleada na perna. Ela permanece internada e, segundo a corporação, apresenta quadro de saúde estável.
Policial atuou por cerca de 10 anos em Cruzeiro
Antes de ingressar na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Freire Neto construiu boa parte da carreira no Vale do Paraíba.
Durante aproximadamente dez anos, trabalhou na Delegacia Seccional de Cruzeiro e também integrou a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), participando de operações de combate ao tráfico de drogas.
Colegas de trabalho lembram que o investigador era reconhecido pelo comprometimento com o serviço, pela postura profissional e pelo respeito no relacionamento com a equipe.
Em 2023, Carlos Alberto foi aprovado no concurso da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Como já residia em Niterói, decidiu seguir a carreira no estado fluminense. Ele tomou posse em dezembro daquele ano e, desde maio deste ano, estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), especializada na investigação de crimes contra a vida.
Polícia Civil homenageia agente morto
A morte de Carlos Alberto comoveu colegas de profissão e moradores de Cruzeiro, onde ele era conhecido pela atuação na Polícia Civil.
Em publicação nas redes sociais, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prestou homenagem ao investigador e destacou sua dedicação ao serviço público.
"Seu compromisso, coragem e legado permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado e de vestir a mesma camisa. Que sua trajetória seja sempre lembrada com a honra e o respeito que merece", afirmou a corporação.
Ataque mobilizou grande operação policial
Após o atentado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou uma grande operação para localizar os criminosos envolvidos no ataque.
A ação contou com cerca de 30 viaturas, veículos blindados e dois helicópteros. Quatro suspeitos foram presos durante a ofensiva.
Por questões de segurança, escolas e unidades de saúde da região tiveram o atendimento suspenso temporariamente durante a operação.
As circunstâncias do ataque seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.