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Taubaté: funcionários do HMUT encerram paralisação após pagamento

Por Jesse Nascimento | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Vale 360 News
Funcionários do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté)
Funcionários do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté)

Funcionários do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) encerraram a paralisação, iniciada às 7h desta quarta-feira (8), após o pagamento dos salários de julho. De acordo com trabalhadores, os valores foram depositados durante a manhã e os atendimentos aos pacientes não foram interrompidos. A paralisação foi encerrada por volta das 11h.

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De acordo com funcionários, o pagamento deveria ter ocorrido até o quinto dia útil deste mês, mas não foi feito no prazo. Antes do depósito, os trabalhadores afirmaram que não haviam recebido previsão oficial sobre a regularização dos valores. Por esse motivo, decidiram realizar a paralisação.

Os trabalhadores informaram que todos os setores aderiram ao movimento. Mesmo assim, os atendimentos aos pacientes foram mantidos. A estratégia, ainda de acordo com os funcionários, foi organizar revezamento entre as equipes para preservar os serviços essenciais do hospital.

O caso ganhou repercussão porque o HMUT é uma das principais unidades de saúde pública de Taubaté. O hospital concentra serviços de urgência, internação, maternidade, pediatria, laboratório e apoio hospitalar, além de áreas administrativas necessárias à rotina da unidade.

Atendimento ao público não foi paralisado

Funcionários relataram participação de setores como enfermagem, laboratório, cozinha, Central de Material e Esterilização, conhecida como CME, e áreas administrativas.

Apesar da adesão dos setores, os trabalhadores afirmam que o atendimento ao público não parou. Esse ponto é importante para pacientes e familiares, pois paralisações em unidades hospitalares podem causar dúvidas sobre consultas, exames, internações e atendimentos de urgência.

A paralisação ocorreu por causa do atraso no pagamento dos salários de julho, de acordo com os trabalhadores. Eles afirmam que os valores deveriam ter sido quitados até o quinto dia útil do mês.

Antes do depósito, os funcionários disseram que não tinham uma previsão oficial de pagamento. A ausência de uma data teria ampliado a insegurança entre as equipes.

Após o dinheiro entrar nas contas, a mobilização foi encerrada. Com isso, o ato durou cerca de quatro horas, da manhã até perto do fim do período de pico de atendimento hospitalar.

O que diz a Prefeitura?

Em nota oficial, a Prefeitura de Taubaté informou que não há pendências financeiras referentes ao repasse mensal destinado à gestão do HMUT previstos para o mês de julho.

A administração municipal afirmou que, na segunda-feira (6), recebeu uma decisão do Poder Judiciário do Estado de São Paulo. A decisão determinou que parte dos valores a serem repassados pela Prefeitura à Organização Social Santa Casa de Misericórdia de Chavantes fosse paga diretamente em conta vinculada a um processo judicial.

O processo foi movido por uma empresa prestadora de serviços da unidade contra a Chavantes. A Prefeitura declarou que o restante dos valores previstos para este mês foi pago diretamente à Organização Social.

O que diz o Grupo Chavantes

O Grupo Chavantes, responsável pela gestão do HMUT, afirmou em manifestação anterior que a paralisação decorreu da insegurança financeira causada pela retenção de recursos que deveriam ser destinados ao custeio da unidade.

A entidade citou despesas como folha de pagamento, encargos, fornecedores, medicamentos e insumos hospitalares. A organização também afirmou que o repasse mensal previsto para a gestão do HMUT é superior a R$ 9 milhões e que a folha dos profissionais representa cerca de R$ 3 milhões.

A Chavantes declarou que a retenção de parte significativa dos recursos afetou a capacidade de cumprir obrigações essenciais dentro dos prazos previstos. A Prefeitura, por sua vez, afirma que não há pendência financeira no repasse mensal de julho e que parte do valor seguiu para conta judicial por ordem da Justiça.

O impasse envolve, portanto, duas versões sobre a origem da crise: a Prefeitura afirma que cumpriu a decisão judicial e pagou o restante à gestora; a Chavantes sustenta que a retenção comprometeu o fluxo financeiro do hospital.

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