VIOLÊNCIA

Morto no Vale, Vagner pode ter sido vítima de 'tribunal do crime'

Por Da redação | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Vítima foi identificada com Vagner Luís Amaro
Vítima foi identificada com Vagner Luís Amaro

A Polícia Civil investiga a execução de um homem em Guaratinguetá, identificado como Vagner Luís Amaro, 36 anos, em um caso com características de “tribunal do crime”, prática associada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele foi encontrado amarrado, parcialmente coberto por areia e com lesões que indicavam agressões físicas e disparo de arma de fogo.

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Os três suspeitos conseguiram escapar por uma área de vegetação fechada. Durante as buscas, os policiais localizaram a vítima perto de um ribeirão. Vagner estava morto em uma área de mata no bairro Alto de São João, em circunstâncias que apontam forte violência e possível execução sumária.

O corpo foi localizado na tarde de terça-feira (23), em um trecho de vegetação às margens de um córrego, na região conhecida como Beco do Criolo.

Segundo a polícia, o homem estava com as mãos e os pés amarrados, parcialmente coberto por areia e com múltiplas lesões compatíveis com agressões físicas e disparo de arma de fogo. A cena indica que a vítima pode ter sido levada ao local antes de ser executada.

Ocorrência começou após denúncia anônima

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência começou após uma denúncia anônima informar que um homem estava sendo agredido dentro da área de mata. Ao chegarem ao ponto indicado, os policiais flagraram quatro suspeitos.

Três conseguiram fugir pela vegetação fechada, enquanto um homem de 23 anos foi detido ainda nas proximidades, com roupas sujas de terra e manchas semelhantes a sangue.

A investigação trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por uma suposta “sentença” imposta por integrantes do grupo criminoso, em um chamado tribunal do crime — mecanismo usado por facções para julgar e punir pessoas conforme regras internas. A suspeita é de que a execução esteja ligada a desavenças anteriores envolvendo a vítima e familiares de suspeitos.

Homem preso admitiu participação nas agressões

O homem preso teria admitido participação nas agressões, mas apontou que o disparo fatal teria sido feito por outro envolvido. A versão ainda será analisada pela Polícia Civil, que busca confirmar a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito.

A perícia recolheu objetos no local e vestígios nas roupas dos envolvidos, que podem ajudar a esclarecer a sequência dos fatos. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde exames irão determinar a causa exata da morte e a quantidade de lesões sofridas pela vítima.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os demais suspeitos que fugiram e esclarecer se o homicídio foi de fato uma execução ordenada dentro de um “tribunal do crime”, hipótese considerada no inquérito.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Guaratinguetá deverá confirmar a identidade dos citados, verificar a participação de cada um e localizar os suspeitos. Qualquer informação sobre paradeiro deve ser apresentada às autoridades. O sigilo é garantido.

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