A Prefeitura de São José dos Campos assinou nesta sexta-feira (19) convênio com o governo estadual para investimento de R$ 9,4 milhões para resolver em definitivo o problema da cratera na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul da cidade.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O convênio foi assinado com a presença do vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), em solenidade no Paço Municipal.
Segundo o prefeito Anderson Farias (PSD), os R$ 9,4 milhões contarão com investimento da Prefeitura de R$ 1,5 milhão, com o Estado aportando R$ 7,8 milhões.
Trata-se de uma segunda fase das obras de construção de uma nova galeria de águas pluviais no local, que contará com recuperação asfáltica e outros serviços no local. O novo convênio complementa obra em andamento no local.
A rua passou por intervenção emergencial da Urbam, logo após a abertura da cratera, e depois a Prefeitura de São José abriu licitação para a construção da nova galeria e solução definitiva do problema.
A empresa Terrax Construções Ltda. venceu o certame com uma proposta de R$ 6,79 milhões, e a obra foi iniciada em abril com prazo final de 12 a 15 meses.
“O convênio é assinado em cima daquilo que nós já fizemos dentro do planejamento e do projeto de execução lá na rua Felisbina. É a construção de uma nova galeria”, disse Anderson.
Histórico
A Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, em São José dos Campos, enfrenta problemas graves de infraestrutura desde o início de 2026. O caso, que envolve constante afundamento do solo, começou como um incidente isolado, que evoluiu para interdições e um investimento público superior a R$ 6,7 milhões.
No dia 27 de janeiro de 2026, uma cratera se abriu e engoliu um caminhão que transportava 10 toneladas de blocos de concreto. O incidente foi atribuído à corrosão de um tubo metálico na galeria de águas pluviais, com o consequente colapso da estrutura sob o asfalto.
Poucos dias depois, em 7 de fevereiro, abriu-se uma segunda cratera, ainda maior e próxima ao primeiro ponto, em frente de um prédio de 34 apartamentos. O edifício precisou ser interditado, deixando 156 moradores desalojados. Após obras emergenciais de estabilização com pedras e a realização de uma perícia técnica, os moradores foram autorizados a retornar ao edifício em 15 de fevereiro.
A Prefeitura de São José dos Campos abriu uma licitação para construção de uma nova galeria de águas pluviais e solução definitiva do problema. A empresa Terrax Construções Ltda. venceu o certame com uma proposta de R$ 6,79 milhões, e a obra foi iniciada em abril com prazo final de 12 a 15 meses.
Segundo a Prefeitura de São José, o projeto utiliza um "método não destrutivo", com a escavação de túneis entre 7 e 15 metros de profundidade.
Mesmo com o início das obras, o solo continuou a ceder. Em maio houve um novo afundamento na área após chuvas e mais recentemente, na terça-feira (16), parte da cratera voltou a afundar.
A administração municipal afirma que esses episódios são causados pela movimentação de terra decorrente das chuvas e que não comprometem o cronograma da nova galeria.
No entanto, o histórico mantém os moradores sob tensão e em constante estado de alerta, temendo pela segurança de seus lares até que a obra de 15 meses seja finalmente concluída.