A Polícia Civil analisa imagens de monitoramento que registraram a fuga dos criminosos que executaram o empresário Leonardo Ariel de Toledo, de 29 anos, dentro da Adega MisterBeer, em Taubaté, no bairro Areão.
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As gravações são consideradas uma das principais pistas para identificar os autores do crime, que ocorreu menos de 24 horas antes da inauguração do estabelecimento.
O homicídio aconteceu na tarde da última sexta-feira (12), menos de 24 horas antes da inauguração da adega, sonho que Leonardo se preparava para realizar. Conhecido como "Leo" entre amigos, ele foi perseguido e executado dentro do estabelecimento diante de testemunhas e do próprio filho, de apenas 5 anos.
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Vídeo mostra fuga dos suspeitos
As imagens de monitoramento analisadas pelos investigadores registraram a motocicleta utilizada pelos criminosos logo após os disparos.
Segundo o boletim de ocorrência, os criminosos fugiram em uma motocicleta de pequeno porte, possivelmente uma Honda CG com tanque vermelho. A placa estaria encoberta ou ausente, dificultando a identificação.
Ainda de acordo com a polícia, os criminosos seguiram em direção ao Jardim Mourisco após deixarem o local do assassinato.
As gravações passaram a integrar o conjunto de provas analisado pela Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais), responsável pela investigação.
Como aconteceu a execução
De acordo com o relato de testemunhas, Leonardo estava na adega acompanhado de um sócio, um funcionário e do filho quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta.
O passageiro desceu do veículo usando capacete, máscara e roupas escuras. Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, ele entrou na adega, ordenou que as demais pessoas se afastassem e deixou claro que Leonardo era o alvo da ação.
Em seguida, sacou uma arma, descrita por testemunhas como um revólver calibre 38 cromado, e iniciou os disparos.
Leonardo tentou escapar correndo por uma área lateral do imóvel. O atirador, porém, o perseguiu pelo corredor externo da adega e continuou efetuando disparos até atingi-lo.
A vítima caiu no local e morreu antes da chegada do socorro.
Filho de 5 anos presenciou o ataque
Um dos aspectos mais dramáticos do caso é que o filho de Leonardo estava dentro da adega quando os criminosos invadiram o estabelecimento.
Segundo o depoimento do sócio da vítima, a prioridade naquele momento foi retirar a criança da linha de tiro. O menino foi levado para um local seguro logo após os primeiros disparos.
Ele não sofreu ferimentos.
Criminosos anunciaram o crime antes
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores surgiu a partir do relato de testemunhas.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, os autores teriam passado por uma barbearia localizada na mesma rua da adega pouco antes do assassinato.
Funcionários e frequentadores relataram que os homens exibiram uma arma na cintura e afirmaram que matariam Leonardo.
O proprietário do estabelecimento informou à polícia que não conhecia os suspeitos e não conseguiu fornecer detalhes que ajudassem na identificação.
Motivação segue indefinida
A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação.
Uma delas surgiu após uma testemunha relatar que recebeu uma ligação afirmando que Leonardo teria sido morto por ser "talarico", expressão popular utilizada para definir alguém que mantém relacionamento com a companheira de outra pessoa.
Outra frente da investigação envolve a atividade profissional da vítima. Conforme depoimentos prestados à polícia, Leonardo atuava na compra e venda de veículos e teria enfrentado conflitos relacionados a negociações financeiras.
Os investigadores também analisam se essas informações possuem alguma relação com o homicídio.
O que a polícia já sabe
Até o momento, a Polícia Civil confirmou que a execução foi praticada por pelo menos dois homens.
Os autores utilizaram motocicleta para chegar e fugir do local, agiram com o rosto coberto e demonstraram conhecer a rotina da vítima e o local onde ela estava.
Peritos recolheram vestígios na cena do crime e a Deic segue analisando imagens, depoimentos e demais elementos que possam levar à identificação dos responsáveis.
Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.