PARALISAÇÃO

Greve em Taubaté afeta serviços; Sérgio diz ter chegado ao limite

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Xandu Alves/OVALE
Sérgio Victor durante apresentação das contas da Prefeitura nesta sexta
Sérgio Victor durante apresentação das contas da Prefeitura nesta sexta

O prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), admitiu que a greve dos servidores municipais afeta os serviços públicos na cidade e prejudica a população. A paralisação do funcionalismo começou no último dia 2 e segue sem data para terminar.

Segundo o Palácio do Bom Conselho, o município chegou ao limite do que pode oferecer de reajuste em razão das dificuldades financeiras da Prefeitura.

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“Está sendo muito afetado no posto de saúde, em especial no posto de saúde, nos postos de atendimento social e nas escolas. É difícil mensurar o impacto, mas eles [servidores] não estão cumprindo nem de perto os 70% obrigatórios [por determinação da Justiça]”, disse o prefeito.

“A gente reforça o pleito para que eles cumpram. No final, qual que é o prejuízo? São famílias que não estão conseguindo ter seu atendimento de saúde, não estão conseguindo pegar medicamento”, afirmou.

A principal reivindicação da categoria é um reajuste de 9,43% nos salários, percentual bem acima da proposta da Prefeitura, de 2,5%. O percentual oferecido pelo governo Sérgio seria aplicado somente a partir de 2027, sendo 1% na folha de janeiro e o restante na folha de março.

Além do reajuste salarial proposto, a Prefeitura enviou à Câmara o projeto que aumenta o vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro desse ano.

Prefeito disse que Prefeitura chegou ao limite

Segundo o prefeito de Taubaté, o município chegou ao limite do que pode oferecer de reajuste em razão das dificuldades financeiras da Prefeitura.

“Tem que caber no orçamento. Reforço, não adianta forçar a barra. O dinheiro não aparece do nada", afirmou Sérgio.

"A gente apresenta [as contas] e pode ser que tenha mais excesso de receita. Agora não dá para saber, não dá para a gente se comprometer com algo que vai atrapalhar a cidade e que também, se for falar de responsabilidade fiscal, vai levar a gente para o mesmo caminho que fez com que os gestores passados tivessem contas reprovadas por descontrole fiscal e financeiro. Então, a realidade tem que ser respeitada”, completou.

O mandatário disse que vai esperar o resultado da audiência de conciliação marcada para a próxima segunda-feira (15), entre a Prefeitura e o sindicato, que será promovida pelo Tribunal de Justiça.

No dia 2 de junho, em ação movida pela Prefeitura, o TJ determinou que 70% dos funcionários permanecessem em atividade, para garantir a continuidade dos serviços essenciais, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. O sindicato, no entanto, foi notificado somente no dia 8.

O que diz o sindicato

Em nota, o Sindicato dos Servidores Municipais de Taubaté afirmou que a categoria rejeitou a proposta da Prefeitura e que a greve vai continuar.

“O Sindserv Taubaté reafirma que a categoria segue mobilizada em defesa de suas reivindicações e continuará buscando avanços nas negociações, mantendo os servidores informados sobre os próximos encaminhamentos do movimento”, informou a entidade.

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