TRAGÉDIA

Corpo de dançarina do Vale morta no Egito deve chegar nesta terça

Por Xandu Alves | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal
Rafaela Cristini dos Santos tinha 22 anos
Rafaela Cristini dos Santos tinha 22 anos

O corpo da dançarina e capoeirista Rafaela Cristini dos Santos, 22 anos, de Guaratinguetá, que morreu no Egito, deve chegar ao Brasil no final da tarde desta terça-feira (9), segundo previsão da família.

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Rafaela estava há um ano e nove meses no exterior e morreu durante uma turnê de apresentações. Ela dançava para a agência e companhia de dança brasileira BL Dancers, que tem forte atuação no Oriente Médio e na Europa.

Segundo a família, Rafaela morreu no último dia 2 de junho, na cidade de Hurghada, principal balneário egípcio localizado na costa do Mar Vermelho. A causa da morte ainda é desconhecida e segue em investigação pelas autoridades do Egito. Familiares aguardam o envio do laudo médico sobre a morte da dançarina.

O corpo da artista está vindo do Cairo, na capital do Egito, para o Brasil. A previsão é chegar ao país no final da tarde desta terça-feira (9), no Aeroporto de Guarulhos (SP), para depois ser transportado para Guaratinguetá.

“A questão do velório e enterro ainda estamos resolvendo”, disse Wellington dos Santos, irmão de Rafaela. “A morte dela foi inesperada”.

Rafaela realizou sonho de dançar no exterior

Solteira e sem filhos, Rafaela realizou o sonho de dançar no exterior. A família é natural de Guaratinguetá, com alguns parentes morando em Caxias do Sul (RS), como o pai e o irmão.

“Ela saiu de Guaratinguetá com coragem e brilho nos olhos para realizar o sonho de dançar fora do país”, disse Wellington.

“Infelizmente, longe de casa, no momento em que ela estava no Egito, esse sonho foi interrompido cedo demais. Agora, nossa única missão é trazê-la de volta para casa, perto da família e amigos”.

Ele afirmou que a família conta com apoio da Embaixada Brasileira para a documentação relativa ao caso e ao translado do corpo. A companhia BL Dancers está arcando com o translado do Egito para o Brasil.

O que diz a companhia de dança

Em nota, a companhia lamentou o ocorrido e disse que está “trabalhando ativamente para que todas as providências necessárias sejam tomadas da forma mais rápida possível”.

“Neste momento delicado, nossos esforços estão concentrados em garantir que todo o processo seja conduzido com respeito, dignidade, transparência e excelência, para que a artista possa ser entregue à família de maneira adequada e conforme todos os procedimentos exigidos.”

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