DRAMA NA REGIÃO

‘Brilho nos olhos': quem era a dançarina do Vale morta no Egito

Por Xandu Alves | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rafaela Cristini era dançarina e capoeirista
Rafaela Cristini era dançarina e capoeirista

Amor pela dança.

Há um ano e nove meses no exterior, a dançarina e capoeirista Rafaela Cristini dos Santos, 22 anos, de Guaratinguetá, morreu no Egito durante uma turnê de dança. Ela vivia o sonho de trabalhar fora do país e mostrar sua arte.

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Rafaela morreu no último dia 2 de junho. A causa da morte ainda é desconhecida e segue em investigação pelas autoridades do Egito. A família aguarda o laudo médico sobre a morte da dançarina.

Natural de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Rafaela dançava para a agência e companhia de dança brasileira BL Dancers, que tem forte atuação no Oriente Médio e na Europa.

Família é de Guaratinguetá

Solteira e sem filhos, Rafaela realizava o sonho de dançar no exterior. A família é natural de Guaratinguetá, com alguns parentes morando em Caxias do Sul (RS), como o pai e o irmão.

“Ela saiu de Guaratinguetá com coragem e brilho nos olhos para realizar o sonho de dançar fora do país”, disse Wellington dos Santos, irmão de Rafaela.

“Infelizmente, longe de casa, no momento em que ela estava no Egito, esse sonho foi interrompido cedo demais. Agora, nossa única missão é trazê-la de volta para casa, perto da família e amigos.”

Membro do Instituto Baobá de Guaratinguetá, Mara Céli disse que Rafaela era uma das melhores capoeiristas da cidade.

"Ele era muito querida por todos nós do Instituto Baobá. Nós sentimos muito a passagem dela e só pedimos um bom pensamento e oração para que descanse em paz", afirmou.

Veja vídeo de Rafaela dançando no palco.

Corpo da dançarina está vindo do Cairo

Segundo ele, a morte de Rafaela segue em investigação pelas autoridades do Egito. O corpo dela está vindo do Cairo, na capital do Egito, para o Brasil. A previsão é chegar ao país no final da tarde desta terça-feira (9).

Wellington disse que a família conta com apoio da Embaixada Brasileira no Egito para a documentação relativa ao caso e ao translado do corpo. A companhia BL Dancers está arcando com o translado do Egito para o Brasil.

Em nota, a companhia lamentou o ocorrido e disse que está “trabalhando ativamente para que todas as providências necessárias sejam tomadas da forma mais rápida possível”.

“Neste momento delicado, nossos esforços estão concentrados em garantir que todo o processo seja conduzido com respeito, dignidade, transparência e excelência, para que a artista possa ser entregue à família de maneira adequada e conforme todos os procedimentos exigidos.”

A família obteve apoio financeiro por meio de uma vaquinha online para o transporte do corpo da dançarina do Aeroporto de Guarulhos (SP) até Guaratinguetá, em data ainda não definida.

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