REVELAÇÃO

‘A verdade vai aparecer’, diz irmã de Dheorge após morte no mar

Por Da redação | Ilhabela
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Dheorge Pereira Bernardino e a moto aquática que deu pane no mar
Dheorge Pereira Bernardino e a moto aquática que deu pane no mar

A morte de Dheorge Pereira Bernardino, 28 anos, que foi encontrado morto no mar do Litoral Norte após oito dias de buscas, afeta e angustia fortemente seus familiares, que moram no Ceará, terra natal do jovem.

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Em postagem nas redes sociais, a irmã Lorrane Pereira disse que detalhes do caso ainda são desconhecidos e muita coisa deverá ser revelada após as investigações.

Dheorge desapareceu na região da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela, no domingo retrasado, dia 24 de maio. Ele estava acompanhado da estudante Bruna Damaris Sant'anna da Silva, 26 anos, que foi encontrada com vida no mar cerca de 42 horas depois do acidente.

A moto aquática em que ambos estavam sofreu uma pane mecânica e acabou arrastada por fortes correntes em direção ao mar aberto. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil investigam o acidente que culminou na morte de Dheorge.

“Eu acredito na Bruna porque sei que ninguém colocaria a própria vida em risco em uma situação daquelas. É muito fácil julgar de longe, mas só quem passou pelo desespero sabe o peso da realidade”, disse a irmã de Dheorge em publicação nas redes sociais.

“Em vez de apontar o dedo e criar teorias cruéis, as pessoas deveriam ter empatia com quem também sobreviveu a um trauma. A verdadeira vai aparecer cedo ou mais tarde. Que Deus e a espiritualidade te blindem de todo esse julgamento maldoso.”

Dheorge era natural de Alcântaras, no Ceará, mas morava há aproximadamente dez anos em São José do Rio Preto (SP). Segundo a irmã, o corpo dele será levado para a terra natal de carro, o que irá levar cerca de dois dias para os familiares realizarem o velório e enterro.

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Identidade foi confirmada pela polícia

A megaoperação de buscas por Bruna e Dheorge mobilizou o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), a Marinha do Brasil, a FAB (Força Aérea Brasileira) e o helicóptero Águia da Polícia Militar.

A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado no mar em Ilhabela, na segunda-feira (1º), era de Dheorge. Na terceira edição do boletim de ocorrência, a polícia informou que familiares de Dheorge reconheceram o corpo dele em funerária de São Sebastião.

O reconhecimento foi feito baseado em sinais característicos, como vestimenta (bermuda) e utilização de lentes de contato nos dentes, e depois por análise das digitais e do DNA. O IML (Instituto Médico Legal) de Caraguatatuba confirmou que a morte de Dheorge se deu por afogamento.

O caso comoveu o país inteiro após o resgate milagroso de Bruna, que estava na garupa do veículo com Dheorge. Ela conseguiu sobreviver e foi resgatada por pescadores após passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar. Bruna relatou posteriormente que os dois lutaram juntos contra as ondas antes de serem separados pelas condições extremas do oceano.

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Bruna teve alucinação no mar

A estudante Bruna relembrou os momentos de desespero que viveu ao passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar, no Litoral Norte.

Em entrevista ao “Domingo Espetacular” da TV Record, ela contou que a moto aquática em que estava com Dheorge Pereira Bernardino, 28 anos, apresentou pane e afundou.

Eles estavam com um grupo de amigos em uma lancha quando saíram em direção ao alto-mar com a moto aquática.

Ao perceberem que não conseguiam retornar, após a pane no veículo, os dois deixaram a moto aquática e entraram no mar usando coletes salva-vidas.

Bruna relatou que passou por frio intenso, exaustão e desidratação. Após mais de 24 horas no mar, ela afirma ter sofrido episódios de alucinação.

“Eu escutava alguma coisa me chamando: ‘Bruna, Bruna, vem cá’. E quando olhava para o breu eu via como se fosse um barco. Eu comecei a nadar em direção, só que não era um barco. Era uma montanha e atrás tinha uma nuvem branca. Eu tava nadando pra morte”, disse à Record.

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