Servidores públicos municipais de Taubaté entraram em greve na manhã desta terça-feira (2), após a categoria aprovar a paralisação em assembleia, na última quinta-feira (28), e cobrar avanço na campanha salarial de 2026.
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Os funcionários alegam que estão sem reajuste há dois anos e afirmam que a proposta de aumento do vale-alimentação não atende os aposentados. Ainda não há informação oficial sobre o impacto da greve nos serviços municipais, mas pelo menos cinco escolas da cidade estão sem aula.
A paralisação ocorre em Taubaté após semanas de impasse entre o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal e a Prefeitura. A categoria cobra reposição salarial, reajuste de benefícios e resposta para pontos da pauta econômica.
A Prefeitura de Taubaté informou que vai descontar os dias não trabalhados dos servidores que aderirem à greve. A administração municipal cita entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre desconto de dias parados e afirma que adota medidas para preservar serviços essenciais.
Ato na Prefeitura
O início da greve dos servidores de Taubaté ainda não tem balanço oficial de adesão, mas reúne centenas de funcionários na porta da Prefeitura. Até o momento, não há dados consolidados sobre setores afetados, unidades com atendimento reduzido ou serviços suspensos.
A paralisação havia sido prevista para esta terça-feira depois da aprovação da greve em assembleia. A categoria já estava em estado de greve desde maio e decidiu avançar para a paralisação após reuniões sem acordo sobre reajuste salarial.
Segundo os servidores, a falta de recomposição salarial nos últimos dois anos pesa no orçamento das famílias. A categoria também critica o fato de o aumento do vale-alimentação não resolver a situação dos aposentados, que não recebem o benefício da mesma forma que os trabalhadores da ativa.
Prefeitura diz que vai descontar
A Prefeitura afirma que os dias não trabalhados durante a greve serão descontados dos vencimentos. O município também informa que os servidores que não aderirem ao movimento poderão trabalhar normalmente.
A administração municipal diz que acompanha a paralisação e que tomou medidas administrativas para preservar serviços essenciais. Entre os setores citados em posicionamentos anteriores estão Saúde, Segurança Pública, Assistência Social, Zeladoria, Educação e Mobilidade Urbana.
O início da greve dos servidores de Taubaté ocorre porque a principal reivindicação da categoria, a reposição salarial, ainda não teve acordo. A categoria cobra 9,43% de recomposição, além de reajuste no vale-alimentação e criação de auxílio-transporte.
A Prefeitura anunciou proposta para elevar o vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro. Para os servidores, porém, o benefício não substitui a reposição salarial e não alcança aposentados, ponto que mantém a insatisfação da categoria.
Entre as principais reivindicações dos servidores estão reposição inflacionária, aumento do vale-alimentação, auxílio-transporte, revisão de pontos previdenciários, pagamento de direitos acumulados e melhores condições de trabalho.
A categoria afirma que a campanha salarial precisa avançar porque a data-base do funcionalismo municipal é em maio. Sem acordo, o início da greve dos servidores de Taubaté vira o principal instrumento de pressão da categoria nesta terça-feira.
Impacto da greve ainda não foi informado
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação sobre o impacto da greve em escolas, unidades de saúde, atendimento administrativo, serviços de zeladoria ou demais setores municipais.
A orientação à população é acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e do sindicato para saber quais serviços funcionam normalmente e quais podem ter atendimento alterado ao longo do dia.
Histórico da mobilização em Taubaté
A mobilização dos servidores começou com o estado de greve, aprovado em maio, após a primeira rodada de negociação. Depois, a categoria rejeitou a espera por uma resposta apenas em julho e cobrou proposta objetiva para a pauta econômica.
Na sequência, os servidores aprovaram greve em assembleia. O movimento chega agora à fase prática, com paralisação iniciada nesta terça-feira e ameaça de desconto nos salários dos grevistas.