A Prefeitura de São José dos Campos divulgou os resultados da segunda Avaliação de Densidade Larvária de 2026, que apontou redução nos índices de infestação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. O índice breteau passou de 1,2 em janeiro para 1,0 em maio.
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O levantamento foi realizado em todas as regiões urbanas do município. Durante a ação, agentes vistoriaram 18.308 imóveis distribuídos em 3.136 quarteirões. O índice breteau mede a quantidade de recipientes com larvas do mosquito encontrados a cada mil imóveis inspecionados.
Dos 42 setores urbanos avaliados, 27 foram classificados como satisfatórios, com índice inferior a 1. Outros 13 ficaram em situação de alerta, enquanto duas áreas apresentaram índices considerados de risco.
A pesquisa não inclui imóveis desocupados, terrenos baldios, construções, praças e áreas verdes. Os dados servem de base para o planejamento das ações de combate ao mosquito em cada região da cidade.
Mesmo com a redução nos indicadores, as medidas de prevenção e controle continuam sendo realizadas. Entre as estratégias utilizadas estão armadilhas para monitoramento de ovos do mosquito, uso de drones, veículos de apoio e equipamentos digitais para registro das informações coletadas pelos agentes.
Desde abril, a aplicação de inseticida por nebulização costal passou a ocorrer entre 14h e 20h30. A mudança tem como objetivo aumentar o acesso das equipes aos imóveis residenciais.
Outra ação mantida pelo município é a Operação Casa Limpa, que recolhe materiais que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito. Nas 20 edições realizadas neste ano, mais de 13 toneladas de objetos foram retiradas das ruas.
A Prefeitura também reforça a importância da participação dos moradores na eliminação de possíveis focos do mosquito. Entre os cuidados recomendados estão manter caixas-d’água fechadas, evitar recipientes que acumulem água e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as vistorias.
Os profissionais atuam uniformizados e identificados com crachá. Em caso de suspeita de focos do mosquito, a população pode registrar solicitações por meio da Central 156.
Segundo dados do município, os índices de infestação registrados em 2025 foram de 2,2 em janeiro, 1,2 em maio, 0,3 em julho e 0,5 em outubro.