ARTES VISUAIS

Artista Pàulla Scàvazzini, de SJC, tem exposições em NY e no Rio

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Érika Garrido
Pàulla Scàvazzini entre suas obras
Pàulla Scàvazzini entre suas obras

A artista visual Pàulla Scàvazzini, 35 anos, de São José dos Campos, vive um dos momentos mais importantes da carreira. Neste mês de maio, obras criadas por ela estão em três exposições simultâneas: duas em Nova York — uma delas com repercussão no jornal The New York Times — e outra no Rio de Janeiro.

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A principal exposição internacional acontece na Kaliner Gallery, com a mostra “Between Utopias and Abyss” (“Entre utopias e abismos”), dividida com a artista americana Austin Fields e curadoria de Maryana Kaliner.

Em cartaz até 31 de maio, a exposição reúne telas e intervenções de grandes dimensões que transformam flores, folhas e vasos em gestos abstratos carregados de intensidade.

“É uma pintura muito gestual, que nasce do caos que estamos vivendo em meio às crises sociais e ambientais e culmina em atmosferas vaporosas e luminosas, entregando um pouco de esperança, uma luz no fim do túnel”, disse Pàulla.

Além da mostra na galeria nova-iorquina, ela também esteve na residência artística, trabalhando em estúdio na Residency Unlimited, em parceria com a Art Inbrackets.

Paralelamente, a artista joseense inaugura, no dia 27 de maio, uma exposição individual no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, batizada de “Língua de Fogo” e com curadoria de Shannon Botelho.

O reconhecimento internacional reforça o crescimento de uma artista que encontrou na pintura um caminho de transformação pessoal e que agora projeta o nome de São José dos Campos no cenário global da arte contemporânea.

Leia mais: Artista de SJC conquista Nova York e é destaque no New York Times

São José segue no radar

Mesmo vivendo em São Paulo e circulando pelo exterior, Pàulla mantém uma relação afetiva forte com São José dos Campos. A cidade continua sendo vista por ela como o lugar onde tudo começou. “Foi São José que me colocou nesse caminho.”

A artista acredita que o município ainda pode crescer muito na área cultural, especialmente em museus, galerias e espaços voltados à arte contemporânea. E garante que deseja realizar uma exposição na cidade natal assim que surgir a oportunidade ideal.

“Está no meu radar fazer uma exposição em São José dos Campos. Vontade não falta.”

Enquanto esse momento não chega, a joseense segue ocupando galerias internacionais, ampliando fronteiras e transformando pinceladas em paisagens abstratas que carregam, mesmo longe, um pouco das origens do Vale do Paraíba.

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