Trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) deliberam em assembleia na manhã desta quinta-feira (21), em São José dos Campos, sobre a retomada da greve suspensa em 22 de abril de 2026 ou a aceitação da contraproposta apresentada pela empresa para as reivindicações da categoria. A empresa afirma que já há negociações em andamento e que já registrou sua manifestação conforme determinação judicial.
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Retomada da greve
A assembleia de hoje é a continuidade de um movimento de paralisação iniciado em 13 de abril de 2026, que durou dez dias e contou com a adesão de aproximadamente 500 colaboradores, segundo o SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio). A greve foi suspensa após mediação judicial, quando ficou determinado que a empresa apresentasse um estudo econômico envolvendo as demandas dos trabalhadores.
A categoria reivindica a aplicação de correções e equiparação do vale-transporte, vale-refeição e salários aos valores pagos aos servidores municipais, além de progressão salarial, melhorias na escala de trabalho, alterações no convênio médico e pagamento de insalubridade para a limpeza urbana.
O que diz a empresa
Por meio de nota enviada a OVALE, a Urbam informou que "já apresentou sua manifestação nos autos do dissídio coletivo, dentro do prazo estabelecido pelo TRT da 15ª Região, permanecendo em absoluto cumprimento de todas as determinações judiciais fixadas até o momento."
O sindicato, por meio do presidente da entidade, Marcelo Ribeiro, criticou o documento enviado, afirmando que a resposta deixou as coisas ainda piores. Diante das críticas sobre o teor da proposta, que não foi divulgada publicamente, a empresa afirma manter regularmente as negociações, com tratativas em andamento e audiência já designada para o dia 9 de junho perante o TRT-15, reforçando seu compromisso com a legalidade, com a continuidade dos serviços essenciais e com a busca de soluções responsáveis e sustentáveis para todas as partes.
Comunicado aos trabalhadores
Em comunicado encaminhado aos colaboradores, a Urbam informou que respeita as manifestações, mas destacou que a decisão do TRT-15 manteve a suspensão da greve. A empresa também afirmou que o tribunal reconheceu, nos autos do processo, que todas as medidas acordadas em audiência vêm sendo cumpridas e reforçou a orientação para que os trabalhadores mantenham suas atividades normalmente, preservando seus direitos, sua segurança jurídica e o cumprimento das determinações atualmente em vigor.
"As propostas apresentadas envolvem amplo conjunto de cláusulas econômicas e sociais, abrangendo dezenas de itens que ainda seguem dentro do fluxo de negociação e análise judicial, razão pela qual causa preocupação qualquer tentativa de transmitir aos trabalhadores a ideia de encerramento imediato das negociações ou de existência de autorização judicial para paralisação neste momento", diz o documento.
"A Urbam manifesta preocupação para que nenhum trabalhador seja induzido a erro e acabe, sem plena ciência do cenário jurídico atual, adotando condutas em um contexto de suspensão judicial da greve e de continuidade das negociações perante o TRT, situação que pode gerar insegurança jurídica e eventuais reflexos trabalhistas posteriormente analisados à luz da legislação e das decisões do processo", complementa.