O Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região) e a Prefeitura de Taubaté definiram uma série de ações de auxílio aos trabalhadores e trabalhadoras na Zeentech. As medidas foram anunciadas nessa terça-feira (19), após um ato dos funcionários cobrar apoio do poder público em Taubaté.
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Prestadora de serviço para a Alstom, em Taubaté, a empresa não teve o contrato renovado, o que coloca em risco cerca de 400 empregos. Uma comissão de trabalhadores e dirigentes sindicais foi recebida pelo prefeito Sergio Victor (Novo) no Palácio do Bom Conselho.
“É sempre importante essa relação entre as instituições para que a gente possa acertar o melhor caminho para os trabalhadores", apontou o presidente do Sindmetau, Claudio Batista, o Claudião.
O prefeito destacou que, em situações como na Zeentech, as diferenças devem ser colocadas de lado para encontrar soluções que atendam os trabalhadores. “Abrimos uma porta de diálogo e temos quatro compromissos conjuntos. Contem com a Prefeitura”, afirmou Sérgio.
Compromissos
O primeiro dos compromissos alinhados entre Prefeitura e Sindicato será um mutirão de atendimentos aos trabalhadores. A ação com a Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social e o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) vai atuar em frentes como programas de auxílio emergencial e vagas de emprego.
As outras medidas terão como foco tentar reverter o processo de demissão no complexo da Alstom. A Prefeitura vai reforçar o diálogo com a empresa, buscando possíveis alternativas para manutenção dos empregos. O município também vai realizar um estudo sobre incentivos e isenções que possam ser concedidos para preservar os postos de trabalho.
A administração municipal se comprometeu ainda em ampliar o diálogo com os governos estadual e federal, com o objetivo de aprimorar a competitividade das indústrias em Taubaté. “A gente quer trabalhar em conjunto para que as regras do jogo sejam boas e a gente mantenha os empregos aqui”, disse o prefeito.
“O prefeito se comprometeu a organizar um mutirão e garantiu que vai intervir no diálogo com a Alstom para tentar reverter os cortes. Além disso, vai abrir conversas com os governos estadual e federal para buscar saídas que melhorem a competitividade das indústrias locais', disse o presidente do Sindmetau.

Ato nas ruas
Antes da Prefeitura, o ato dos trabalhadores passou pela Câmara Municipal. O presidente do sindicato utilizou a tribuna para fazer um apelo aos vereadores. Ele lembrou que a ameaça de demissão de 400 funcionários foi motivada pelo rompimento do contrato da Alstom com Zeentech, terceirizada que atua dentro do complexo da fabricante de trens.
“A Zeentech representa 40% da força de trabalho da Alstom. A demissão desses pais e mães de família terá um impacto devastador em Taubaté. Estamos falando de quase R$ 27 milhões por ano entre salários, PLR, 13º, vale-alimentação e abonos, que deixarão de ser injetados na economia do município”, alertou Claudião.
Após a intervenção na Câmara, os trabalhadores seguiram em passeata pela avenida do Povo e rua Emílio Winther até a sede da Prefeitura. O ato foi encerrado após a reunião com o prefeito de Taubaté.
A paralisação na Zeentech começou no dia 6 de maio, após a categoria rejeitar uma proposta de indenização apresentada pela empresa. Os trabalhadores terceirizados atuam diretamente na linha de produção de trens e vagões da Alstom.
A Alstom conta atualmente com contratos ativos de fornecimento para projetos metroviários em países como Brasil, Chile e Taiwan. A fábrica está instalada em Taubaté desde 2015, passando por um processo de ampliação em 2022.