JARDIM IMPERIAL

Cratera reabre durante obras em São José e assusta moradores

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo Pessoal
Cratera reabre no Jardim Imperial, na zona sul de São José
Cratera reabre no Jardim Imperial, na zona sul de São José

Moradores da rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul de São José dos Campos, voltaram a se assustar com a cratera que reabriu no local nesta segunda-feira (18).

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Uma nova erosão atingiu o local, o solo ruiu e o buraco apareceu em meio às obras de construção da nova galeria de águas pluviais, iniciada em 9 de abril. A Prefeitura de São José dos Campos vai pagar R$ 6,79 milhões pela obra. A licitação foi vencida pela empresa Terrax Construções Ltda, que terá 12 meses para fazer o serviço.

No entanto, o novo buraco apareceu bem ao lado do local das escavações, que tiveram que ser interrompidas nesta segunda, de acordo com moradores do local.

“Eu trabalho a noite e estava dormindo. Como meu apartamento é de frente da cratera, eu acordei com o barulho e grito dos rapazes que trabalham na obra do lado da cratera”, disse uma moradora. “Estamos muito assustados com esse novo buraco”.

O que diz a Prefeitura

O secretário de Proteção ao Cidadão de São José dos Campos, Rafael Silva, disse que não risco aos moradores do local. "Engenheiros da obra e da Defesa Civil avaliaram a nova erosão e não há risco às famílias", disse.

Segundo ele, a nova erosão ocorreu devido às chuvas dos últimos dias, principalmente no domingo (17). Ações de contenção serão feitas entre segunda e terça-feira (19) para evitar que o buraco cresça.

"A área foi isolada e não causa risco. A avaliação da engenharia da obra e da Defesa Civil vai apontar quando começará a contenção da erosão", afirmou Rafael.

Ele também disse que a nova erosão não irá atrapalhar o cronograma das obras de construção da da nova galeria de águas pluviais na via.

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Cratera

A abertura da cratera no meio da rua interditou um prédio com 34 apartamentos e quatro residências no dia 7 de fevereiro, obrigando os moradores a sair de seus lares devido ao risco de afundamento dos imóveis. A erosão causada pelo rompimento da galeria de águas pluviais da rua ameaçava ‘engolir’ o prédio e as residências.

Na época, a Prefeitura de São José informou que a obra emergencial de estabilização do talude foi realizada pela Urbam. “A intervenção foi finalizada antes do prazo, resultado da atuação integrada e ininterrupta das equipes da Prefeitura, garantindo rapidez e eficiência”.

A Urbam executou a primeira etapa da obra, que consistiu na estabilização do solo e fechamento de ambas as erosões com pedras. Também foram realizados os serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.

Segundo a administração municipal, o rompimento da galeria foi causado pela corrosão de tubo metálico, o que provocou o afundamento do solo e a abertura de uma erosão ao lado do prédio residencial.

Após a obra emergencial de contenção do talude e a inspeção técnica feita pelo Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), em parceria com a Prefeitura, os moradores do Residencial Jardins de Sevilha foram autorizados a voltar para as residências no dia 15 de fevereiro.

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